terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Martirena, do Juventud Redelde, mostra o último desejo


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Um eterno sedutor socialista


domingo, 8 de janeiro de 2017

Vamos à construção do Memorial dos Direitos Humanos na antiga sede do DOPS


José Carlos Alexandre           


                                                  Em frente ao DOPS, na Afonso Pena
Com a ascensão do novo governo municipal, espera-se que haja mais cooperação com o estadual e o nacional visando tornar realidade duas obras fundamentais para a história do Brasil: tornar realidade o Memorial da Anistia, na Rua Carangola, e transformar realmente o antigo prédio do ex-DOPS num Memorial dos Direitos Humanos de Minas Gerais.

O primeiro, no antigo prédio da Fafih na Rua Carangola teve lançamento cerimonioso, no qual brilharam, dentre outros, o ex-prefeito Marcio Lacerda, o ex-vereador Betinho Duarte e o atual secretário de Direitos Humanos do Estado, jornalista Nilmário Miranha.

Com o último eu até reclamei, na ocasião, que o PCB não havia sido citado dentre os partidos presentes.

Logo depois na fala do Marcio Lacerda caiu um temporal e tudo se dispersou...

Mas a ideia parece não ter morrido. Tanto assim que nasceu ali mesmo a criação de uma Associação dos Amigos do Memorial da Anistia, que depois teve posse solene na primeira diretoria no Teatro da Cidade.

Houve mudança nos governos estadual e nacional.

Quanto ao Memorial na antiga sede do DOPS, tive ocasião de cobrá-lo incansavelmente no período em que estive no Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos, que deveria ser um dos órgãos responsáveis pela sua implantação e manutenção.

O Betinho Duarte conseguiu aprovar em âmbito municipal, resolução criando o Memorial, mais ou menos nos termos em que prevê a lei de 2000, assinada pelo então governador Itamar Franco.

Como se vê, os passos foram dados.

Falta alguém para unir os governos municipal, estadual e nacional para tornar realidade, pelo menos  o Memorial na sede do antigo DOPS.

Está fazendo falta nestes tempos em que alguns mais ousados chegam a defender maus-tratos a presos e até acontecimentos como estes gravíssimos que estão ocorrendo no Norte do Brasil.

Vamos relembrar os que passaram por torturas e perseguições na época da ditadura cívico-militar para que não voltem jamais atentados aos direitos humanos.

Após mais uma chacina em presídios, OAB irá à Corte Interamericana de Direitos Humanos

                                                                             
                                                                     
O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, lamentou mais uma chacina ocorrida em presídios do país. Nesta sexta-feira (6), 33 pessoas foram mortas na maior penitenciária de Roraima, após os cerca de 56 no Amazonas, no começo da semana.

O Conselho Federal da Ordem e as Seccionais levarão estes assassinatos à Corte Interamericana de Direitos Humanos, assim como organizará vistorias em cadeias de todo o país.

“O que ocorreu no início desta semana em Manaus e ontem, em Roraima, é a demonstração mais clara, cabal e definitiva da total falência do Estado brasileiro na administração do sistema prisional”, afirma Lamachia. 

“Estamos diante de um colapso da administração do sistema prisional. Algo há de ser feito imediatamente, sob pena de estarmos sempre assistindo a tragédias como estas, que ferem princípios básicos de um Estado Democrático de Direito”, disse.

O objetivo da representação da OAB junto à Corte Interamericana de Direitos Humanos é fazer com que os Estados tomem as providências necessárias para garantir a aplicação das leis. Segundo Lamachia, o Estado precisa retomar o controle dos presídios urgentemente. 

A atuação da OAB Nacional e da Seccional gaúcha na corte obrigou o governo do Rio Grande do Sul a tomar providências quanto ao caos no Estado.

O presidente Lamachia também vai articular, junto com as Seccionais, uma agenda de vistoria nos presídios que se encontram em estado mais crítico em todo o país. As vistorias devem ocorrer ao longo do primeiro trimestre.

Bernardo Faeda: “Desencarcerar é a solução para caos penitenciário, não privatizar”

                                              

A privatização seria o caminho para solucionar o grave
problema do encarceramento em massa no país?

Cíntia Alves

Jornal GGN (O Jornal  de todos os Brasis)

Na esteira do massacre numa penitenciária de Manaus surgiram notícias de que a unidade era privatizada quando, na verdade, alguns serviços internos foram terceirizados. Mas o que isso significa? A privatização seria o caminho para solucionar o grave problema do encarceramento em massa no país com o quarto maior volume de presos do mundo?

Alguns gestores públicos acreditam que sim e por isso lançaram mão de projetos pilotos, como a penitenciária de Ribeirão das Neves (MG), a primeira construída por meio de uma parceria público-privada. A ideia inspirou outros estados e, inclusive, motivou a discussão de um projeto de lei no Senado para regulamentar esse novo sistema, que foi anexado à Agenda Brasil lançada pelo PMDB às vésperas do impeachment.

Uma vez no poder, a equipe de Michel Temer já sinalizou que pretende privatizar presídios, sob a lógica neoliberal de que “conteúdo nacional exacerbado” e que traz prejuízo deve ser entregue à iniciativa privada por meio de concessão, para que o Estado mantenha apenas “aquilo em que formos competitivos”.

Em entrevista ao GGN nesta quarta (4), Bernardo Faeda, coordenador assistente do Núcleo de Situação Carcerária da Defensoria Pública de São Paulo, avaliou que privatizar não é a solução. Sequer é uma alternativa juridicamente válida e em conformidade com a Constituição.

Faeda apontou que a solução é “desencarcerar”, descriminalizar algumas condutas e mudar a mentalidade da sociedade que acha que bandido bom é bandido morto.

“Grande parte da população, insuflada por programas televisivos sensacionalistas, acredita que punição cruel é algo que a pessoa fez por merecer. A verdade é que essa pessoa vai voltar para a sociedade um dia, e ela deveria voltar ressocializada, não pior do que entrou.”

Abaixo, a entrevista completa:

GGN: Qual é o panorama do sistema penitenciário hoje?

Bernardo Faeda: O panorama é catastrófico. Hoje em dia o sistema penitenciário brasileiro é uma forma de tortura institucionalizada mesmo. São mais de 600 mil presos, a quarta maior população carcerária do mundo. Cerca de um terço desses presos encontra-se no estado de São Paulo.

Na verdade, as penitenciárias brasileiras, como um todo, são locais de superlotação. O número de vagas é muito inferior ao número de presos atuais e a superlotação no encarceramento é uma das principais razões de violação de direitos humanos.

É possível traçar um paralelo entre uma solução via terceirização e a ideia de um presídio privatizado com parceria público-privada (PPP)?

A diferença é que na privatização, toda a gestão do presídio é desenvolvida por um particular. No caso da terceirização, apenas alguns desses serviços públicos prestados no interior do presídio são terceirizados.

Há algumas penitenciárias no País que estruturam-se no modelo de PPPs [parcerias público-privadas]. Existe até um projeto federal que estabelece alteração na Lei de Execução Penal para autorizar expressamente a possibilidade de serviços penitenciários serem executados via PPP.

O Núcleo de Situação Carcerária da Defensoria Pública do Estado de São Paulo entende que o serviço público penitenciário, dada sua especificidade e inerência ao serviço público, não pode ser, de forma alguma, transferido para o particular sob pena de violação de princípios e normas constitucionais. Ao nossa ver, é inconstitucional a transferência da execução penal, em qualquer de suas facetas, para o particular. Sobretudo em decorrência da função precípua da pena, que é a ressocialização, em detrimento de princípios que regem a iniciativa privada, como a busca e o interesse pelo lucro.

Essa inconstitucionalidade também atinge a terceirização, não apenas a PPP?

A gente sabe que é uma realidade a terceirização da empresa que fornece os alimentos. Não posso dizer que, por si só, isso é inconstitucional ou violaria os princípios que regem os serviços públicos no Brasil. É absolutamente secundário.

Mas a assistência material, jurídica, de saúde, educacional, social, religiosa, de segurança, ou seja, serviços públicos que integram a essência da execução penal, a meu ver, não podem ser objetos de concessão. São serviços de natureza intransferível.

Em São Paulo, como está o cenário? Há muitos presídios privados ou terceirizados?

Temos 176 unidades prisionais e elas não são terceirizadas. Não saberia te informar sobre projeto específico de implantação aqui, mas são 176 unidades prisionais, desde Centros de Detenção Provisória, a Centros de Progressão Penitenciárias, e penitenciária mesmo, para quem já foi sentenciado, e essas unidades são todas geridas pela Secretaria de Administração Penitenciária do Estado.

Se é inconstitucional delegar tarefas essencialmente ligadas à execução penal a empresas privadas, por que alguns estados já fazem isso e discutem ampliar as terceirizações e PPPs?

Acho que essa discussão polêmica sobre PPPs e privatização de presídios existe por uma constatação óbvia: o sistema penitenciário brasileiro está completamente falido. Não há como ressocializar ninguém com a estrutura atual. A função precípua da pena, como já disse, é a ressocialização, e isso é inviável. 

O sistema virou responsável não só pela privação de liberdade, mas de privação de dignidade. O próprio sistema penitenciário é inconstitucional. Daí essa tentativa de solução, que seria a privatização, mas essa não é uma possibilidade juridicamente plausível.

É um serviço público que tem que ser prestado intransferivelmente pelo Estado. A solução é que o Estado preste esse serviço com a máxima eficiência possível, de forma humanizada e respeitando todos os parâmetros constitucionais.

O senhor chegou a conhecer as experiências de PPPs em Minas Gerais ou outros estados? Do ponto de vista de ressocialização e garantia do direito à dignidade humana, esse sistema privado não teria demonstrado um pouco mais de sucesso em relação aos presídios públicos?

Não conheço pessoalmente esses locais. Não tenho como afirmar. Acredito que há uma discrepância de ordem principiológica, que é a diferença entre a essência desse serviço público e o que busca uma empresa.

Há, em sua opinião, algum aspecto positivo em construir presídios por meio de PPPs?

Não, acredito que não há aspectos positivos porque isso fere normas fundamentais basilares. Ainda que, de fato, o sistema prisional público esteja falido, a alternativa não poderia ser incompatível com os princípios que regem o direito brasileiro.

Há até uma questão de ética, porque o incremento do núcleo empresarial muitas vezes demandaria o incremento do próprio encarceramento.

O encarceramento, ao contrário de outros serviços, não importa do ponto de vista de desenvolvimento da sociedade, mas sim do fator de involução e de depredação do ser humano que está sujeito a um estado de vulnerabilidades. Por isso não poderíamos legitimar o enriquecimento de uma sociedade empresária, que busca incrementar lucro ano após ano, com base no encarceramento, algo nefasto na sociedade.

Sei que a questão posta é que do jeito que está, não dá para ficar. Mas temos que criar alternativas juridicamente válidas e constitucionalmente aceitáveis, e não é o caso da privatização.

Quais seriam as alternativas, na sua visão?

Acho que podemos pensar de duas formas. A primeira forma é desencarcerar. Temos de reduzir a população e isso demandaria um esforço grande, inclusive do Legislativo, de fazer com que o rol de delitos que ensejem a privação de liberdade seja reduzido. 
                                                            
Penitenciária deveria ser local destinado exclusivamente para crimes gravíssimos, praticados mediante violência física, não todo e qualquer delito. A solução é a busca por uma justiça penal transacional, negocial, com uma realidade mais ligada à ideia de ressarcimento da vítima do que ao punitivismo, encarceramento, infligir sofrimento de natureza pessoal.

Por outro lado, é indispensável a mudança de mentalidade de todos: operadores do direito, juízes, promotores, defensores, advogados e da população que tem a visão de que bandido bom é bandido morto. Grande parte da população, insuflada por programas televisivos sensacionalistas, acredita que punição cruel é algo que a pessoa fez por merecer. A verdade é que essa pessoa vai voltar para a sociedade um dia, e ela deveria voltar ressocializada, não pior do que entrou.

Essa iniciativa seria retroativa, ou seja, seria aplicada em favor de quem já está preso ou seria um desencarceramento para valer no futuro?

Toda lei penal que a gente chama de benéfica ao réu retroage. Então se vier, hoje, uma norma que estabeleça uma pena para o crime de furto que não seja o encarceramento, isso retroagirá para outros casos. Só uma norma penal maléfica ao réu não iria retroagir.

Como avalia a decisão do Supremo Tribunal Federal de desvincular o trânsito em julgado da execução penal já a partir de decisões em segunda instância?

A decisão do Supremo, para além dos efeitos práticos nefastos que possui – evidentemente vai aumentar o número de presos – viola expressa e dramaticamente a Constituição. Não poderia ter sido exarada dessa forma, mas não há recurso contra essa decisão. É uma interpretação que o Supremo adotou ao arrepio de uma norma da Constituição que proíbe a prisão antes do trânsito em julgado, derivado do princípio da presunção de inocência.

Há outras decisões recentes do Supremo que, como esta, contribuem para agravar o caos do sistema penitenciário?

Eu gostaria de acreditar que existem decisões recentes do Supremo que, na verdade, podem melhorar essas condições. É que elas são de difícil aplicação. Por exemplo, a Súmula Vinculante 56, se for efetivamente aplicada, poderá gerar algum desencarceramento porque garante que o preso deverá cumprir a pena no regime compatível, e se não houver vaga no regime incompatível, alternativa não haveria senão a de colocação em liberdade condicional. É uma decisão complicada de ser colocada em prática.

Também estamos esperando decisões do Supremo sobre descriminalização de condutas, como no caso do aborto – há decisão nesse sentido do ministro Barroso – e da descriminalização do porte de drogas para uso, que está com o ministro Teori Zavascki, que fez um pedido de vistas. O voto de Gilmar Mendes é no sentido de descriminalizar a droga para uso.

O que quero dizer é que, em que pese a lastimável decisão do Supremo acerca do trânsito em julgado, há decisões boas que já foram tomadas ou que ainda não foram formalizadas porque os ministros pediram vistas. O problema, depois, será a distinção entre a teoria e a prática.

No caso da Súmula Vinculante 56, qual é a dificuldade de pôr em prática?

A Súmula diz que preso que estava em regime fechado e progrediu para o semiaberto tem que ser transferido. Se não tiver vaga no semiaberto, tem que ir para o regime domiciliar. 

O que temos visto, na prática, e na realidade específica de São Paulo, é que diversos presos são transferidos para centros de progressão penitenciária, ou seja, para estabelecimentos de regime semiaberto, mas que estão superlotados. 

Ou seja, tudo passa pela mudança de mentalidade, porque lotar esses lugares não é solução de nada. Pelo contrário, temos hoje a quarta maior população carcerária do mundo e não resolvemos os nossos problemas de segurança.

Ilustração: Fábio Vicentini.

(Com o GGN/Site do PCB)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Perspectivas de mudanças de cenários no Médio Solimões

               
                                                                                                            Cimi/Tefé
                                               

Ligia Kloster Apel

A região do médio rio Solimões e afluentes apresenta uma conjuntura de ameaças aos povos indígenas que ali vivem. O projeto “Garantindo a defesa de direitos e a cidadania dos povos indígenas do médio rio Solimões e afluentes", realizado pela Cáritas de Tefé e Cimi Tefé, e apoiado pela Agência Católica para o Desenvolvimento no Exterior (CAFOD-Brasil), na Inglaterra e País de Gales, e pela União Europeia, vem realizando uma série de atividades que denunciam a situação e que buscam o fortalecimento dos indígenas e suas organizações.

De acordo com a análise sobre conjuntura atual de ameaças aos povos indígenas do Brasil e desta região, feita pelo coordenador do Projeto, Raimundo Freitas, o governo brasileiro estabeleceu uma política de desenvolvimento econômico que tem como base a exploração dos recursos naturais para que o Brasil se torne uma potência econômica. 

"Uma série de mudanças na legislação, com elaboração de emendas e projetos de lei vêm acontecendo e, nelas, as populações indígenas não são reconhecidas e não têm seus direitos respeitados", diz Freitas.

Vistas como potencial para exploração de minérios, extração de madeira e outros recursos naturais, as terras indígenas sofrem constantemente a ação de invasores. Um dos exemplos é o garimpo ilegal que avança na região de Jutaí. 

Neste município, a terra indígena do povo Katukina está diretamente afetada. Tal situação deixa a região vulnerável ao tráfico de drogas, contrabando, violência, exploração sexual, entre outras ameaças.

Segundo os dados levantados pelo Cimi, em 2014 houve 681 conflitos envolvendo populações indígenas, principalmente o conflito pela terra, gerando 75 assassinatos de lideranças indígenas, com 181 pessoas feridas. 

Em 2015, houve 725 conflitos em todo país, com 54 assassinatos, 187 feridos e 12 ameaças de morte. De acordo com o levantamento de conflitos do Cimi Tefé, no Amazonas, houve duas mortes e centenas de indígenas foram ameaçadas. 

"Sabemos que existem mais casos que não são catalogados", diz Raimundo Freitas, denunciando as causas dos conflitos: "Em nosso estado, as causas de tanta violência são a exploração da madeira, da caça, a pecuária e a mineração, tanto em áreas demarcadas quanto fora delas".

Esses dados e os casos de violações dos direitos indígenas nos municípios de Tefé, Japurá, Maraã, Itamarati e Carauari foram identificados em 2016, durante as consultas realizadas pela equipe do Cimi Tefé com a participação da assessora jurídica Chantelle Teixeira nas aldeias dos povos Kambeba, Maku Nadeb, Kanamari, Miranha, Kokama, Ticuna, Maku Nadeb, Mayoruna e Madja Kulina. 

Tal diagnóstico dá base para as ações do projeto, e permite que lideranças indígenas e suas organizações ampliem conhecimentos e possam, elas mesmas, debater e pleitear perante os órgãos competentes reparações das violações sofridas e medidas preventivas que protejam as comunidades e seus membros das ameaças que lhes incidem.

Se 2016 foi um ano de conhecimento dos cenários, 2017 será de perspectivas de mudança deles. A Cáritas e o Cimi Tefé, unidos aos povos indígenas e parceiros, desejam a todos muita sabedoria, força e resistência para a transformação desta realidade.

(Com a Cimi/Tefé)

Plano de Demissão Voluntária da CEF significa privatização e retirada de direitos


A CEF (Caixa Econômica Federal) deve anunciar nos próximos dias um PDV (Programa de demissão voluntária). 

A proposta, que já estaria fechada, aguarda aprovação do Ministério do Planejamento para ser apresentada aos bancários. A CEF estima a adesão de mais de 10 mil trabalhadores ao programa, que oferece até 10 salários extras.

Eloy Natan, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, alerta que o governo Temer, assim como fez com o Banco do Brasil, quer impor um plano de sucateamento da CEF, que na prática abre caminho para privatização e retira direitos dos trabalhadores, o plano ainda inclui o fechamento de agências em todo país. 

“Trata-se de um ataque ao papel social do banco e aos seus funcionários. Ao invés de convocar os milhares de aprovados no último concurso para responder às demandas relacionadas ao FGTS e habitação, o banco mira os lucros para atender o mercado”, afirmou.

Unidade contra as privatizações e a retirada de direitos

É preciso construir uma Greve Geral para barrar o avanço das privatizações, o ajuste fiscal e a retirada de direitos. Esse é o chamado que a CSP-Conlutas faz nacionalmente. “O plano de demissão voluntária é apenas uma estratégia de privatização. 

Temer se prepara para privatizar não apenas os bancos públicos, como também a Petrobrás, os Correios e o que o Brasil tiver de riquezas. Nossa luta busca fortalecer a unidade dos trabalhadores sob a bandeira de ‘Nenhum Direito a Menos’ e em defesa dos empregos”, concluiu Natan .

(Com a Conlutas)

"Não pense em crise, trabalhe 12 horas por dia"

                                                      
"Ao contrário dos anseios dos trabalhadores e dos que lutam por melhores condições de trabalho, o governo ilegítimo de Michel Temer anunciou um enorme presente aos patrões. Temer está cada dia mais focado em se manter no cargo, e para se garantir no poder, acelera a tramitação de pacotes de maldades contra os trabalhadores.

Primeiro foi a proposta da Reforma da Previdência, que praticamente acaba com o direito à aposentadoria. Depois o Senado aprovou, em segundo turno, a PEC 55 ou a PEC da morte, que congelou, por 20 anos, os recursos destinados à saúde e à educação.

Às vésperas do natal o presente do governo aos trabalhadores foi amargo e indigesto. No dia 22 Temer enviou ao Congresso Medida Provisória que prevê uma mini reforma trabalhista para facilitar a exploração e aumentar ainda mais o lucro patronal. 

Se for aprovada, com a lei da faca no pescoço, passa a prevalecer o negociado sobre o legislado, um duro golpe contra os trabalhadores e que acaba com a proteção e as garantias da CLT.

As medidas anunciadas pelo governo golpista têm o único objetivo de retirar direitos e piorar as relações de trabalho para agradar os empresários em troca de apoio político. 

Se aprovada no Congresso e no Senado, o intervalo de almoço, por exemplo, que hoje não pode ser inferior a uma hora, poderá ser reduzido para até 30 minutos e a jornada de 8 pode ser aumentada para 12 horas diárias e até 220 horas mensais.

(Com o site do Sindieletro)

China lança satélite de testes para tecnologia de telecomunicação

                                                            
 A China lançou com sucesso na noite da quinta-feira o satélite No.2 de testes de tecnologia de telecomunicação.
 O lançamento ocorreu no Centro de Lançamento de Satélites de Xichang, na Província de Sichuan, região sudoeste da China.

O satélite foi lançado às 23h18 pelo foguete portador Longa Marcha-3B.

(Com a Xinhua/Diário do Povo)

Iate Granma

Martirena/Granma

Prisões Privadas

Junião/Brasil de Fato

Super Rádio Tupi é vendida e deve mudar de nome

                                                                           
O Portal Comunique-se publicou reportagem sobre a venda da Super Rádio Tupi do Rio de Janeiro, que pertencia aos Diários Associados, para o empresário Paulo Masci Abreu. O negócio foi fechado justamente no momento que a emissora atravessa uma crise financeira, com funcionários em greve desde o último dia 30 por conta de atrasos de salários e o 13º.

O empresário não entrou em detalhes a respeito da compra da emissora, muito menos em relação aos funcionários que estão em greve, apenas confirmou a transação.

Segundo a publicação, Paulo Masci Abreu está montando rede de rádios que deve ter a mesma programação nas cidades de São Paulo, Santos, Campinas, Mogi e, muito provavelmente, Rio de Janeiro. 

Com a aquisição, a Top FM pode voltar a ser Super Tupi – nome retirado há alguns anos por determinação da justiça –, outra possibilidade é ter novo nome, como, por exemplo, Rede de Rádio da Cidade.

Segundo o Comunique-se, o problema com a falta de pagamento começou há um ano e meio e, desde então, os trabalhadores da rádio vêm recebendo salários em parcelas aleatórias. O 13º do ano passado não foi pago, tampouco o deste ano. A situação se agravou com a consequente precarização do trabalho.

(Com a ABI)

Aos 80 anos, cineasta inglês estreia "Eu, Daniel Blake", o filme que lhe rendeu a segunda Palma de Ouro

                                                                           


PABLO GUIMÓNL, El País

O filme Eu, Daniel Blake, que estreia nesta quinta-feira nos cinemas do Brasil, é a história de um homem bom abandonado por um sistema mau. Um trabalhador honrado sofre um ataque do coração que o condena ao repouso. Sem renda, solicita apoio do Estado e se vê enroscado em uma cruel espiral burocrática. Esperas absurdas ao telefone, entrevistas humilhantes, formulários estúpidos, funcionários desprovidos de empatia por causa do sistema. Kafka nos anos de austeridade.

Nessa espiral desumanizadora Daniel encontra Katie, mãe solteira de dois filhos, obrigada a se mudar para Newcastle porque o sistema diz que não há lugar para alojá-los em Londres, uma cidade com 10.000 moradias vazias. Daniel se torna um pai para Katie e um avô para as crianças. A humanidade que demonstram realça a indignidade do monstro que os condena. Aí está, como terão reconhecido seus fiéis, o toque de Ken Loach.

Seu cinema sempre esteve do lado dos menos favorecidos e, aos 80 anos, a realidade continua lhe dando argumentos para permanecer atrás das câmeras. Eu, Daniel Blake, Palma de Ouro no último festival de Cannes (a segunda de Loach), é um filme espartano. Não precisa de piruetas para comover.

A história foi escrita pelo amigo e roteirista Paul Laverty, depois de percorrer bancos de alimentos, centros de emprego e outros cenários trágicos do Reino Unido de hoje, onde conheceu muitos daniels e katies. A realidade de Loach (Nuneaton, 1936) está lá fora para quem quiser vê-la. Mas, em um mundo imune aos dados, a emoção que o cineasta mobiliza para contar essa realidade se revela mais valiosa que nunca. Recebe o EL PAÍS em seu escritório no Soho londrino.


Pergunta. Como chegamos à situação que seu filme descreve?

Resposta. É um processo inevitável, é a forma como o capitalismo se desenvolveu. As grandes corporações dominam a economia e isso cria uma grande leva de pessoas pobres. O Estado deve apoiá-las, mas não quer ou não tem recursos. Por isso cria a ilusão de que, se você é pobre, a culpa é sua. Porque você não preencheu seu currículo direito ou chegou tarde a uma entrevista. Montam um sistema burocrático que te pune por ser pobre. A humilhação é um elemento-chave na pobreza. Rouba a sua dignidade e a sua autoestima. E o Estado contribui para a humilhação com toda essa burocracia estúpida.

P. Abandonar os mais desfavorecidos é uma escolha política?

R. É uma escolha política nascida das demandas do capital. Se os pobres não aceitassem que a pobreza é sua culpa, poderia haver um movimento para desafiar o sistema econômico. Os meios de comunicação falam de gente folgada, de viciados, de pessoas que têm muitos filhos, que compram televisores grandes… Sempre encontram histórias para culpar os pobres ou os migrantes. É uma forma de demonizar a pobreza. Neste inverno, muitas famílias terão de escolher entre comer e se esquentar. Existe uma determinação da direita para não falar dessas coisas e é assustador tolerarmos isso.

P. A situação lembra Cathy Come Home, seu filme de 1966 sobre uma família jovem que está na rua. O que mudou em 50 anos?

R. Agora é pior. Naquela época, os elementos do Estado de bem-estar ainda funcionavam, agora não. A sociedade, hoje, não está tão coesa. Acontece em toda a Europa. O sistema se tornou pior porque o processo capitalista avança.

P. As histórias humanas são seu veículo para articular mensagens políticas?

R. Todas as histórias humanas são políticas. Têm consequências políticas. Nem Katie nem Dan são animais políticos. Não fazem discursos, não participam de reuniões. Mas a situação em que se encontram é determinada pela política. É preciso haver indivíduos. Não vale alguém que represente algo. Devem ser idiossincrásicos. Devem ser pessoas com coisas particulares que as tornem especiais.

P. Todo o cinema é político?

R. O cinema norte-americano cultua a riqueza. Os personagens têm dinheiro e casas bonitas. E nunca se explica de onde vem esse dinheiro. Todos parecem muito saudáveis, têm corpos perfeitos. O subtexto é que a riqueza é boa, que o privilégio é bom. Além de outras mensagens, como que o homem com um revólver resolverá todos os seus problemas. Há uma agenda de direita no cinema norte-americano. Com exceção de Chaplin, claro. Seus filmes contêm uma certa política radical, a do homem pequeno que vence.

P. Você apoia Jeremy Corbyn, o polêmico líder trabalhista. Acredita que seu projeto de esquerda poderia mudar a realidade descrita em seu filme?

R. Sim, sou otimista. Sanders, Podemos, Syriza... Existe uma sensação de que outro mundo é possível. A ascensão de Corbyn traz muita esperança, mas é sistematicamente atacada por toda a imprensa, pela BBC, e até pelos jornais de esquerda. É uma grande batalha, mas é muito popular entre as bases.

P. Acontece com frequência, como seu país demonstrou, que as mensagens populistas e xenófobas atraiam os mais desfavorecidos.

R. Oferecem uma resposta simples: os imigrantes roubaram seu trabalho. É igual ao crescimento do fascismo nos anos 1930. É fácil apontar o diferente. As pessoas são sempre vulneráveis às respostas simples. A esquerda tem uma resposta mais complicada.

P. O que pensa quando ouve Theresa May dizer que os conservadores são o partido da classe trabalhadora?

R. Seria uma piada, não fosse o fato de que ninguém a questiona. É um Governo que utiliza a fome como arma, que deixa as pessoas passarem fome para discipliná-las. É propaganda.

P. Insinuou que Jimmy’s Hall (2014) seria seu último filme, mas voltou e ganhou a Palma de Ouro. Desta vez é para valer?

R. Não sei. Como no futebol, jogaremos uma partida de cada vez. Há muitas histórias para contar, mas, fisicamente, o cinema é muito exigente.

P. Como gostaria de ser lembrado?

R. Como alguém que não se rendeu, acho. Não se render é importante, porque a luta continua. E as pessoas tendem a se render quando ficam velhas.

(Com Prestes a Ressurgir)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Cuba: 58 anos da digna Revolução socialista

                                                             

 Héctor Planes Resumen Latinoamericano Cuba (texto e fotos)

2 de janeiro de 2017 – Com a presença do General do Exército e Presidente do Conselho de Estado e de Ministros, Raúl Castro Ruz, tiveram início o Desfile Militar e a Marcha do Povo Combatente na Praça da Revolução de Havana. As palavras de abertura foram pronunciadas por Jennifer Bello Martínez, membro do Conselho de Estado e Presidenta da Federação Estudantil Universitária.

No desfile, estiveram representados momentos significativos da formação da nacionalidade cubana, com a passagem da cavalaria mambisa, a réplica do Granma, as colunas guerrilheiras do Exército Rebelde, combatentes e internacionalistas responsável por inúmeras façanhas e o grupo infantil de teatro La Colmenita [A Colmeita]; uma réplica do Iate Granma que encabeça o Desfile Militar rodeado de um mar de pioneiros; blocos de infantaria; representantes de cada um dos exércitos: Oriental, Central e Ocidental. Seguidamente, de forma compacta, o povo havanês representava todos os cubanos.

Íntegra do discurso de Jennifer Bello Martínez, membro do Conselho de Estado e Presidenta da Federação Estudantil Universitária.

Compatriotas,

Amigos do mundo que hoje nos acompanham,

Povo de Cuba:

Convocados pela história, pelo presente e pelo futuro, viemos a esta histórica Praça apenas dois dias após ter completado o 58° Aniversário do Triunfo da Revolução Cubana, para comemorar o 60° Aniversário da heroica sublevação de Santiago de Cuba e do Desembarque dos expedicionários do Granma, Dia das Forças Armadas Revolucionárias.

Esta comemoração tem motivações especiais que, para cada cubano e cubana, representa compromisso, vontade e segurança no porvir da Revolução martiana, socialista e fidelista. Em homenagem ao Comandante em Chefe da Revolução Cubana e à nossa juventude, herdeira e continuadora das lutas e vitórias de nosso povo, dedicamos este aniversário.

O que acontecerá esta manhã só é possível quando existe um povo unido, expressão máxima com a qual conta com uma revolução de operários, camponeses, estudantes, soldados, homens e mulheres dignos, que vivem orgulhosos desta sociedade.

Em dezembro passado, se cumpriram dois anos dos anúncios sobre a decisão de Cuba e dos Estados Unidos de restabelecerem as relações diplomáticas e de iniciar um processo para a normalização dos vínculos bilaterais. Não teríamos chegado a este momento sem a heroica resistência do povo cubano e sua lealdade aos ideais e princípios que o guiaram ao longo de sua história como nação.

Fica muito por fazer para avançar neste processo, que será longo e como parte do qual terão que ser solucionados os complexos problemas acumulados durante mais de 50 anos. Cuba não deixará de reclamar a suspensão do bloqueio, que causa danos e privações a nosso povo, nem cessará de demandar a devolução do território ocupado pela Base Naval dos Estados Unidos em Guantánamo, contra a vontade do governo e do povo cubanos. Tampouco deixará de exigir o fim dos programas subversivos e intervencionistas, dirigidos a provocar mudanças na ordem política, econômica e social que nosso povo escolheu soberanamente.

Mostra disso foi a mobilização e enérgica participação dos estudantes e de toda a sociedade, que como um vespeiro, proclamamos ante o mundo defender cada conquista. A vanguarda continuará sendo vanguarda, sempre patriotas e anti-imperialistas.

Tal como expressou nosso General do Exército Raúl Castro Ruz em seu discurso de 17 de setembro passado, na XVII Cúpula do Movimento de Países Não Alinhados, celebrado na Venezuela: “Cuba não vai renunciar a um só de seus princípios, nem realizar concessões inerentes a sua soberania e independência. Não vai ceder na defesa de seus ideais revolucionários e anti-imperialistas, nem no apoio à autodeterminação dos povos”.

Como parte da preparação do país para a defesa, desenvolvemos o Exército Estratégico Bastião 2016 com o objetivo de atualizar e exercitar na condução das ações previstas nos planos defensivos e no enfrentamento das diferentes ações do inimigo. O Bastião, elemento essencial na materialização da doutrina da Guerra de Todo o Povo, demonstrou mais uma vez a vontade inquebrantável dos cubanos em defender nossa soberania e preservar a obra da Revolução.

Precisamente, esses foram os princípios pelos quais lutamos desde o grito de independência e, assim, o demonstraremos nesta Revista Militar e marcha do povo combatente, que reúnem em si, nossa história, nossos símbolos, a rebeldia e heroicidade deste povo. Por aqui andarão os mambises cubanos, aos quais a Pátria contempla orgulhosa, chegam sobre seus cavalos com o facão libertador.

A réplica do iate Granma, proeza daqueles valorosos 82 expedicionários que tornaram possível o sonho da libertação nacional, desta vez navegará sobre um mar alegre de pioneiros, os mais novos agitarão seus lenços azuis, com o compromisso de ser o porvir e sempre estar dispostos a conquistar o futuro.

Em passo apertado, marcharão quatro colunas de jovens que representam aqueles bravos guerrilheiros que constituíram o Exército Rebelde; de seu sangue emergiu livre, pujante e invencível a pátria nova.

A epopeia de Girón, decisiva para a nascente revolução, será também lembrada. Desfilarão por esta Praça 90 combatentes daquela heroica batalha, representando o Exército Rebelde, a Polícia e as nascentes Milícias Nacionais Revolucionárias. A decisão de pagar o preço que for necessário pela causa do socialismo continua alimentando os milhões de cubanos que habitam esta ilha.

Hoje também recordamos o trabalho que, com amor e valentia, desempenharam crianças e jovens na Campanha de Alfabetização. 90 estudantes da Universidade de Ciências Pedagógicas Enrique José Varona, vestiram o uniforme que iluminou esta praça quando se içava a bandeira com a qual nosso povo proclamava ante o mundo que Cuba já era Território Livre de Analfabetismo.

Desfilarão, também, sete blocos de combatentes que cumpriram missões de mais de 40 nações, onde foram exemplo de respeito à dignidade e à soberania do país. A confiança ganha no coração desses povos foi fruto da impecável conduta de nossos combatentes.

Nossas meninas e meninos são a esperança, a essência mais pura da obra da Revolução. Chegam em representação de todos os infantes do país, os pequenos integrantes de La Colmenita, abelhinhas operárias que, com seu mel, presenteiam com amor, paz e sabedoria.

Sob o olhar do Apóstolo, nossas tropas – compostas por jovens das instituições docentes das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior, os integrantes de nossos três corajosos Exércitos, soldados e milicianos – farão com que seu passo marcial e emotivo renda homenagem aos milhares de combatentes que preservam a segurança e tranquilidade do povo cubano.

Representando o caráter popular da defesa do país, desfilarão os conselhos de defesa provincial, municipal e de zona; as Brigadas de Produção e Defesa e nossas milícias universitárias, que ante o chamado da Pátria respondem: Presente!

O povo havanês, representando toda Cuba, encherá a Praça da Revolução com a responsabilidade de continuar lutando por nossa Nação soberana, independente, socialista, democrática, próspera e sustentável.

As novas gerações, como símbolos da vida, do amor, da justiça humana e da Revolução, demonstram o compromisso com a Pátria, com nosso Partido, com Fidel e com Raul, andará estas ruas com o entusiasmo e o ímpeto que caracteriza a juventude cubana, com a convicção de defender este céu e nossa única bandeira.

Desde o dia 10 de outubro de 1868, os cubanos e cubanas decidiram viver em Cuba livre, soberana e independente. Ninguém poderá fazer esquecer nossa história nem os símbolos de resistência deste povo.

Fazemos nossas as ideias do líder histórico da Revolução, na sessão plenária do XVII Congresso do Partido Comunista de Cuba: “A nossos irmãos da América Latina e do mundo devemos transmitir-lhes que o povo cubano vencerá (…). Empreenderemos a marcha e aperfeiçoaremos o que devemos aperfeiçoar, com lealdade meridiana e a força unida, como Martí, Maceo e Gómez, em marcha irrefreável.”

Glória eterna aos caídos pela Pátria!

Viva a Revolução Cubana!

Viva Fidel para Sempre!

Viva Cuba Livre!

Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)

(Com o site do PCB)

"Charlie Hebdo" recorda atentado na redação com edição especial

                                       
O semanário satírico francês Charlie Hebdo lançou uma publicação especial para lembrar os dois anos que se passaram do atentado à redação, que deixou 12 pessoas mortas.

Na capa, a publicação faz uma sátira ao mundo islâmico. “2017, finalmente o fim do túnel”, diz a manchete do semanário que foi para as bancas na última quarta-feira (4/1).

A ilustração mostra um homem que olha através de um cano de uma arma. Do outro lado há uma representação de um radical islâmico. O cartoon é assinado por Foolz, desenhista que entrou para a redação depois da tragédia.

A equipe do Charlie Hebdo foi atacada pelos irmãos Chérif e Said Kouachi em 6 de janeiro de 2015. Além dos 12 mortos, o ataque também deixou quatro pessoas feridas em estado grave. O atentado foi reivindicado pela célula terrorista da Al-Qaeda no Iémen.

(Com o Portal Imprensa)