quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

De volta às ruas


Bancada ruralista indica e emplaca ministro da Justiça

                                                                         
                                                      Crédito da foto: Zeca Ribeiro 

O deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR), membro das bancadas ruralista e evangélica, será o novo ministro da Justiça. Ele chamou atenção em 2015, ao protagonizar a luta contra as demarcações de terras indígenas: foi relator da PEC 215 na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. A PEC transfere do Executivo para o Legislativo a palavra final sobre demarcações de terras indígenas, territórios quilombolas e unidades de conservação.

Desde 1973, quando o Estatuto do Índio entrou em vigor, apenas o poder Executivo, junto aos seus órgãos técnicos, pode decidir sobre demarcações indígenas. Por isso a proposta é considerada por indigenistas e ambientalistas como uma das maiores ameaças, nos últimos anos, contra os povos tradicionais.

Quando a PEC 215 foi apresentada por Almir Sá (PPB-RR), em 2000, já era considerada inconstitucional, por ferir a separação entre os poderes da República. O substitutivo apresentado por Serraglio e aprovado em 27 de outubro de 2015 é considerado ainda mais agressivo, por inviabilizar novas demarcações e criar insegurança para as áreas já demarcadas.

Esse ponto polêmico ficou conhecido como “marco temporal”, e determina que os índios só terão direito à terra que ocupavam desde 1988. A PEC aguarda votação, atualmente, na Câmara – onde Serraglio foi eleito deputado, pela primeira vez, em 1998. Ele foi reeleito nas últimas quatro eleições.

Apoio da Frente Agropecuária

A bancada ruralista declarou abertamente apoio à indicação de Serraglio para o ministério. O grupo postou anteontem, o seguinte recado para os jornais Estadão, Valor e para a revista Globo Rural: “Deputado @serragliopmdb é o nome indicado p/ bancada ruralista p/ Ministério @JusticaGovBR“.

O grupo – composto por pelo menos 220 parlamentares – foi decisivo para o impeachment de Dilma Rousseff e chegada ao poder de Michel Temer e sua trupe de ministros ruralistas. E também apoiou a indicação de Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal.

Osmar Serraglio declarou ao Tribunal Superior Eleitoral, em 2014, um patrimônio de R$ 5,4 milhões. Os bens mais valiosos estão ligados ao mercado imobiliário. Imóveis rurais, ele declarou dois. Um de 24 hectares em Nova Prata do Iguaçu (PR), por R$ 5.966,54, e outro em Umuarama (PR), que ele possui desde 1976, por R$ 409, 20. Em 1997 o deputado possuía R$ 704 mil.

A maior doação feita legalmente para Serraglio, em 2014, foi do frigorífico JBS, com um aporte de R$ 200 mil. Da maior exportadora brasileira de açúcar e etanol, a Copersucar, o deputado recebeu R$ 100 mil.

Ao lado dos deputados Nilson Leitão (PSDB-MS), Alceu Moreira (PMDB-RS), Valdir Colatto (PMDB-RS) e Tereza Cristina (PSB-MS), Serraglio foi um dos responsáveis pela recriação, no fim de 2016, da CPI da Funai e do Incra A CPI visa amedrontar, com quebra de sigilos, entidades que apoiam a luta indigenista.

O deputado paranaense também ficou conhecido por defender o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no ano passado, ao pautar recursos que poderiam anular o processo contra seu aliado no Conselho de Ética. Quando Cunha foi finalmente preso, Serraglio lamentou: “É a queda da República!”
 
(Com o Conselho Indigenista Missionário)

Cuba advoga na ONU por pleno respeito à Carta da organização

                                                     
A Ilha caribenha defendeu, em 21 de fevereiro, o respeito à Carta das Nações Unidas, que advoga pela paz e a cooperação sobre a base da igualdade soberana dos Estados, bem como a não ingerência em seus assuntos internos.

Em uma sessão do Comitê Especial da Carta, a diplomata Tanieris Diéguez destacou o compromisso da Ilha com este documento e a importância de fortalecer o papel reitor da Assembleia Geral em sua qualidade de principal órgão normativo, de deliberação, adoção de políticas e representação da ONU.

A funcionária cubana rechaçou qualquer tentativa de reinterpretar os princípios e propósitos da Carta, encaminhada a fomentar agendas políticas de intervencionismo e ingerência, em detrimento da integridade e a soberania dos países em desenvolvimento.

Relativamente ao Comitê Especial, reconheceu seu trabalho em prol de fortalecer o papel da organização e insistiu em que deve estar aberto ao debate inclusivo e transparente das propostas com implicações para o cumprimento e a implementação da Carta, assinada em junho de 1945 em São Francisco, Estados Unidos.

Diéguez criticou ainda, no fórum, ações de alguns países destinadas a obstaculizar o trabalho do Comitê.

Cuba opõe-se às tentativas de reduzir o desempenho do Comitê e sua agenda, e alenta a as delegações de outros países a apresentar propostas substantivas e participar de forma construtiva nos debates, sublinhou a diplomata da Ilha.

(Com o Granma)

Jornalistas ficam de fora da Lei do Piso Regional do Rio

                                                             
                                                                                                  Agência O Globo

O Projeto de lei 2.344/17, que reajusta em 8% o piso regional, foi votado na última terça-feira, 21, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A norma, com efeito retroativo a 1º de janeiro, altera o salário de mais de 170 categorias de trabalhadores da iniciativa privada. Com isso, as seis faixas salariais terão valores entre R$ 1.136,53 e R$ 2.899,79. O texto segue agora para sanção do governador Luiz Fernando Pezão.

A área jornalística tentou fazer parte da lei, mas não conseguiu. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro informa que a proposta foi rejeitada por 32 votos a 21.

A emenda previa a inclusão dos jornalistas na faixa VI (Faixa Salarial), que teve reajuste aprovado em R$2.899,79 e conta com categorias como contadores, psicólogos, fisioterapeutas, sociólogo, assistentes sociais, biólogos, nutricionistas, bibliotecários e enfermeiros.

O G1 noticia que o deputado Paulo Melo (PMDB) afirmou que votou contra pois já há um acordo coletivo para o salário base dos profissionais de imprensa. “A legislação federal é clara quando diz que o piso regional só deve ser criado quando não há esse acordo.”

Autor da emenda, o deputado Paulo Ramos (PSOL) defendeu a inclusão. Segundo ele, seria importante para que os profissionais não fiquem limitados diante da classe patronal. “Esse é um direito que pode ser garantido aos jornalistas, para que de fato eles tenham a chamada liberdade de imprensa”.

O Portal Comunique-se destacou que o sindicato considera que a decisão se trata de “se curvar aos interesses das empresas jornalísticas”.

“O resultado da votação mostra que a maioria dos deputados se curvou aos interesses das empresas jornalísticas. Em plenário, a justificativa era que a inclusão dos jornalistas na lei causaria prejuízos e falências de rádios e jornais do interior do Estado. 

Vale lembrar que, em muitos casos, os donos desses veículos de comunicação são políticos e seus aliados. Ou seja, para atender a interesses corporativos e escusos, nega-se um direito básico a toda uma categoria profissional. Uma vergonha!”, escreveu a entidade.

A Campanha Salarial 2017 para jornalistas de Rádio e TV e Jornais e Revistas está em andamento e o piso salarial é uma das cláusulas que está em negociação com as empresas.

(Com a ABI)

Indígenas denunciam extração ilegal de madeira em Rondônia

                                                                
Graziele Bezerra

Índios da etnia Uru Eu Wau Wau, de Rondônia, denunciam a atuação de madeireiros e grileiros na terra indígena, que fica em Campo Novo de Rondônia, a 304 quilômetros de Porto Velho.

Segundo os indígenas, os invasores estão extraindo madeira ilegalmente e loteando a reserva. A liderança José Luís Kassupá diz que o problema se repete em diversas terras indígenas no estado.

Na última semana, cerca de 30 homens foram expulsos do local pelos índios. Dois deles chegaram a ficar em poder dos indígenas, mas já foram liberados.

Em nota a Funai informou que foi acionada, junto com a Polícia Federal, o Ibama e o ICMBio para evitar possíveis confrontos entre indígenas da Terra Indígena Uru Eu Wau Wau e invasores.

A Funai está fazendo levantamento do tamanho da área invadida naquela reserva e a quantidade de invasores que estão envolvidos no ato.

(Com a Agência Brasil)

Mais armas, mais segurança?

Moro/Rebelión

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

‘Cinquenta Tons mais Escuros ' com mais humor

                                                               

Autora E.L. James e o diretor James Foley revelam 
“negociações” para dar sequência a história de Anastasia Steele

Diz o ditado que não se mexe em time que está ganhando. Mas ele não foi seguido pelos produtores de “Cinquenta Tons de Cinza”, adaptação do primeiro livro da trilogia de E.L. James, com um orçamento estimado em US$ 40 milhões e que arrecadou mais de US$ 517 milhões no mundo inteiro.

A roteirista Kelly Marcel foi substituída por Niall Leonard, o marido da autora, uma manobra que não significou mais controle por parte dela, segundo a própria. “Todo mundo diz isso, mas não conhecem meu marido!”, afirmou. “Ele viveu com o material desde que eu comecei a escrever, em 2009, então o entendia muito”.

No segundo filme, Anastasia Steele (Dakota Johnson) e o problemático milionário Christian Grey (Jamie Dornan) reatam seu relacionamento, rompido depois de ela descobrir que o interesse do parceiro por sexo envolvendo sadismo, dominação e masoquismo ia além do que podia suportar. Os dois agora enfrentam uma série de ameaças externas, como uma ex-namorada obcecada e o emprego novo de Ana.

A diretora Sam Taylor-Johnson também saiu, o que abriu caminho para algumas mudanças implementadas por James Foley, mais conhecido por seu trabalho em séries como “House of Cards”. Ele não esconde suas críticas à primeira parte da trilogia cinematográfica.

“Queria mudar algumas coisas no design de produção, que fosse algo mais sensual, incluindo os materiais das paredes nos cenários, o carpete, as roupas”, disse. “Não dava para alterar tudo porque o apartamento de Christian Grey já era bem conhecido, então foram sutis. Mas mudamos uma escada que eu achava muito feia”.

Ele colocou a história mais no mundo real, levando os personagens para as ruas. Foley também procurou usar o humor que considera inerente ao material original. “Certas situações eram muito engraçadas”, lembrou. Isso ajudou nas famosas cenas de sexo. “Dakota e Jamie riem o tempo todo. Fiquei feliz. Imagino como deve ser fazer uma cena de sexo entre dois atores que se odeiam”, afirmou. Só para relembrar, no primeiro filme, a falta de química entre os dois foi muito criticada. Se havia, não existe mais, ou pelo menos não é mais evidente.

A visão do diretor sobre os livros acabaram transformando também as cenas de sexo. “As do primeiro filme não eram satisfatórias para mim”, disse Foley. “Os encontros sexuais eram frios, gélidos, sem emoção em ‘Cinquenta Tons de Cinza’. Eram muito sérios. Achei que, conforme duas pessoas se conhecem, amadurecem e ficam mais confortáveis na presença do outro, o humor tinha de aparecer”, contou.

O diretor afirmou ter sido fácil trabalhar com E.L. James, que atua como produtora. “Eu me senti totalmente livre para fazer o que achava certo”, lembrou. “E ela foi muito respeitosa. De vez em quando, vinha me sussurrar algo no ouvido sobre coisas favoritas dos fãs. Se fazia sentido no filme, eu incorporava. Se não, tudo bem.”

No começo do processo de “Cinquenta Tons Mais Escuros” e da última parte da trilogia, “Cinquenta Tons de Liberdade”, que foram rodados ao mesmo tempo, a escritora fez um pedido simples a Foley: “Vamos nos divertir”. E aconteceu, segundo ela. Esse também é o espírito dos livros, afinal.

“Só quero entreter. Não tenho mensagem”. A pressão de fazer o primeiro filme passou. “Agora, a cobrança é para repetir o sucesso”, garantiu James. O que significa conferir se as mudanças agradaram aos fãs. 

(Com O Tempo

Anistia Internacional alerta sobre as violações de direitos humanos no Brasil


                                                                   
                                                                           Fernando Frazão/Agência Brasil

O relatório chama a atenção para violações como os assassinatos de 47 defensores de direitos humanos no campo

Em abril de 2016, o assassinato do menino Maicon, de dois anos de idade, na favela do Acari, no Rio de janeiro, completou 20 anos. Nessas duas décadas, o pai do menino, seu José Luís da Silva, luta por Justiça.

"Dia 15 de abril agora fazem 21 anos. E eu vou para a porta do Ministério Público há 20 anos, e nunca tive resposta, nunca foi resolvido esse crime do Maicon", afirma.

No ano passado, o crime prescreveu, sem punição aos responsáveis. Esse é um dos casos de execuções extrajudiciais apresentados no capítulo referente ao Brasil do relatório anual O Estado dos Direitos Humanos no Mundo 2016-2017, divulgado pela Anistia Internacional.

Um dos pontos destacados no documento é a crise política e econômica nacional, como aponta a diretora da Anistia no Brasil, Jurema Werneck.

"Essas crises, infelizmente, bloquearam as possibilidades do país de enfrentar as graves violações de direitos humanos que a gente está sofrendo. Essas crises terminaram por ofuscar a necessidade e a capacidade do Brasil enfrentar as violações que o país vem sofrendo. 

Mas para nós, da Anistia Internacional, nenhuma crise pode ser usada como justificativa para se derrubar direitos, para se desrespeitar os direitos humanos", aponta.

O relatório chama a atenção para as violações ocorridas no Brasil, como os assassinatos de 47 defensores de direitos humanos no campo e lideranças rurais em decorrência de conflitos por terra, repressões a manifestações sociais e o elevado número de homicídios no Brasil, com 60 mil por ano.

Para a organização social, o Estado brasileiro segue falhando no papel de garantir o direito à vida ao não apresentar um plano para a redução de prevenção de assassinatos e ao ser responsável por homicídios durante ações policiais.

A assessora de Direitos Humanos da Anistia no Brasil, Renata Nader, cita algumas demandas da organização ao Estado brasileiro.

"É fundamental que as autoridades adotem, imediatamente, um plano nacional de redução de homicídios, que deve envolver uma política específica para redução de homicídios entre jovens negros, que são os principais grupos afetados; que signifique um maior controle de armas de fogo, porque a maior parte dos crimes no Brasil é cometida por armas de fogo; e que tenha medidas e metas específicas para redução dos homicídios pela polícia, porque os homicídios pela polícia têm aumentado no país e eles respondem por parte significativa dos homicídios", declara.

O relatório da Anistia Internacional apresenta ainda um panorama dos direitos humanos de outros 158 países, como a morte da ativista de direitos humanos Berta Cáceres, em Honduras; as execuções extrajudiciais nas Filipinas após a política de guerra às drogas; e o discurso de ódio durante a campanha eleitoral presidencial nos Estados Unidos.

(Com a Agência Brasil)

Olinda dá o tom no carnaval de Pernambuco a partir de quinta

                                                                          
                                                                                                    TV Brasil

A histórica cidade de Olinda abre oficialmente, nesta quinta-feira (23), um dos maiores carnavais de rua do Brasil: o pernambucano. E o carnaval local já começa com uma novidade: pela primeira vez se juntam, em um mesmo cortejo, blocos tradicionais olindenses - como Vassourinhas, Homem da Meia-Noite, Lenhadores, Escola de Samba Preto Velho e Piaba de Ouro - e uma representação do Galo da Madrugada, maior bloco carnavalesco do Recife. O desfile sai do Largo do Amparo, a partir das 16h, e termina na sede da prefeitura, onde Alceu Valença encerra com um show às 22h30.

A prefeitura de Olinda  - cidade que é patrimônio histórico e cultural da humanidade - divulgou a programação completa da festa na segunda-feira (20). Ao longo dos dias de folia, as ruas do centro histórico ficam lotadas de gente de todas as idades. E blocos grandes e pequenos, com estandartes coloridos, saem de vários pontos da cidade, desde as primeiras horas da manhã até o fim da tarde.

No sábado (25), à meia-noite, o bloco Homem da Meia-Noite começa o seu desfile. Esse deve ser o dia menos movimentado em Olinda, porque muita gente vai acompanhar o desfile do Galo da Madrugada, no Recife. E o domingo (26) é o dia em que serão exibidas as fantasias mais caprichadas no bloco Enquanto Isso, na Sala da Justiça. Na terça-feira (28), ocorre o famoso o encontro de bonecos gigantes de Olinda, que reunirá 80 deles numa concentração no Largo do Guadalupe.

Para quem realmente gosta de carnaval, a programação continua até domingo (5 de março) à tarde. Na quarta-feira de cinzas (1º ), por exemplo, saem blocos desde as 6h da manhã, como o Mungunzá de Zuza Miranda e Thaís. 

Os trabalhadores do período festivo se reúnem nesse dia, para também ter seu momento de brincadeira. O Case, bloco que sai do Varadouro às 16h, é o espaço dos músicos. Um encontro de bois também anima Olinda na Rua da Boa Hora, e o pessoal a favor da legalização da maconha desfila no Segura a Coisa que Eu Chego Já, no Amparo, à meia-noite.

Polos carnavalescos

São dez os pontos oficiais do carnaval de Olinda este ano: Polo Bajado, localizado na Vila Olímpica de Rio Doce; Polo Erasto Vasconcelos, no Sítio de Seu Reis; Polo Luiz Adolpho, no Fortim; Polo Lula Gonzaga, no Largo do Guadalupe; Polo Maestro Duda de Olinda, na Praça 12 de Março; Polo Mestre Luiz de França, no Varadouro, que reúne maracatus; Polo Selma do Coco, no Carmo; Polo Auristela Freire, em Salgadinho; Polo Saudando o Homem da Meia-Noite, no Bonsucesso; e o Polo Infantil Palhaço Chocolate, na Praça da Preguiça. Comunidades de Xambá, Rio Doce e Passarinho também montam seus polos com o apoio da prefeitura.

As atrações musicais dos polos carnavalescos são, em sua maioria, pernambucanas. Além de Alceu Valença, se apresentam bandas como Ave Sangria e Eddie, no polo Erasto Vasconcelos, e Quinteto Violado e Silvério Pessoa, no polo Luiz Adolpho. Os ritmos folclóricos também estão presentes na programação. O polo de Varadouro é voltado a maracatus, enquanto o do Carmo reúne os grupos e mestres de coco. afoxés, caboclinhos e frevo.

Todos os públicos

No carnaval de Olinda, há espaço para todos os públicos. A Rua 13 de Maio, que tradicionalmente reúne o público LGBT, virou o Corredor da Diversidade. E as pessoas com deficiência visual têm à disposição o Camarote da Acessibilidade, montado no bairro do Carmo. A prefeitura havia anunciado também um polo gospel, mas diante de críticas da comunidade evangélica, voltou atrás.

A Praça da Preguiça, no Carmo, é dedicada ao público infantil. Um espaço de proteção à criança, com 120 lugares para os pequenos, também será disponibilizado na Biblioteca Municipal, inclusive para que os trabalhadores do carnaval, como ambulantes e catadores, possam levar seus filhos.

Apesar de ter aumentado os polos carnavalescos, a prefeitura reduziu os recursos da festa à metade este ano: de R$ 6 milhões, investidos no ano passado, para R$ 3 milhões nesta edição. A fatia dos patrocinadores aumentou, de 6 milhões em 2016 para R$ 7 milhões este ano – deixando o total investido em R$ 2 milhões a menos que o da folia anterior.

Galo da Madrugada

Na capital Recife, um dos símbolos do carnaval pernambucano, o Galo da Madrugada, coloca o folião de pé depois da abertura do carnaval na sexta-feira (24). O desfile começa às 9h e termina somente às 18h30, percorrendo seis quilômetros em quatro bairros da cidade. 

São esperados cerca de 2 milhões de foliões no bloco de rua, que é divulgado como o maior do mundo.  São seis alegorias e diversos trios elétricos com artistas pernambucanos e nacionais. O bloco homenageia este ano os cantores Alceu Valença e Jota Michiles. O ícone do grupo é a escultura de 30 metros do galo, instalada na Ponte Duarte Coelho, que neste ano foi decorado com grafites.

(Com a Agência Brasil)

Raúl Castro recebeu delegação do Congresso dos Estados Unidos

                                                            
                                                                                           Estudio Revolución

Durante o encontro dialogaram sobre temas 
de interesse para ambos os países

O presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, recebeu na tarde de terça-feira, 21 de fevereiro, uma delegação do Congresso dos Estados Unidos, liderada pelos senadores Patrick Leahy, democrata de Vermont, e Thad Cochran, republicano do Mississippi, e integrada, ainda, pelos senadores democratas Thomas Udall, do Novo México, e Michael Bennett, de Colorado, os representantes democratas James McGovern e Seth Moulton, ambos de Massachusetts, bem como o Encarregado de Negocios dos Estados Unidos em Cuba, Jeffrey DeLaurentis.

Durante o encontro conversaram sobre temas de interesse para ambos os países.

Pela parte cubana participaram o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla; o ministro do Comércio Exterior e do Investimento Estrangeiro, Rodrigo Malmierca Díaz, e a diretora-geral para os Estados Unidos, do Ministério das Relações Exteriores, Josefina Vidal Ferreiro,

Previamente, a delegação do Congresso tinha sido recebida pelos ministros Rodríguez Parrilla e Malmierca Díaz, bem como pelo titular da Agricultura, Gustavo Rodríguez Rollero.

(Com o Granma)

O presidente “bom” e o presidente “mau”

                                                 

 Manlio Dinucci
  
Com as manifestações realizadas a 21 de Janeiro, muitos cidadãos de diversos países aceitaram comportar-se como seguidores e instrumentos de uma das facções em confronto nos EUA. Entre o beatificado Obama e o demonizado Trump, a escolha a fazer não é entre nenhum deles. É a escolha pela soberania nacional, pela paz, pelo direito de cada povo decidir do seu próprio destino, liberto da ingerência e da pressão dos EUA, da NATO, do imperialismo em geral.

Quebrando lanças pelos seus amos estadunidenses, os europeus – em vez de lutar pela sua própria soberania – unem-se em coro ao concerto de críticas – nem sempre justificadas – sob a batuta das elites da margem ocidental do Atlântico. 

Invocando a «democracia», desfilam inclusivamente contra o resultado das eleições. Barack Obama foi designado «santo subito», ou seja “santo de imediato”: quando entrou na Casa Branca, em 2009, foi-lhe entregue a título preventivo o Premio Nobel da Paz pelos «seus extraordinários esforços para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos».

Isso sucedeu enquanto a sua administração preparava já em segredo, através da secretaria de Estado Hillary Clinton, a guerra que 2 anos mais tarde destruiria o Estado líbio, guerra que se estenderia depois a Síria e Iraque através dos grupos terroristas, instrumentos da estratégia dos Estados Unidos e da NATO. Donald Trump, pelo contrário, foi demonizado de imediato, inclusivamente antes de entrar na Casa Branca. Acusam-no de usurpar o posto destinado a Hillary Clinton, graças a uma operação maléfica ordenada pelo presidente russo Vladimir Putin.

As “provas” vêm da CIA, inquestionavelmente perita em matéria de infiltrações e golpes de Estado. Basta recordar as suas operações destinadas a provocar guerras contra Vietnam, Camboja, Líbano, Somália, Iraque, Jugoslávia, Afeganistão, Líbia y Síria; ou os seus golpes de Estado em Indonésia, Salvador, Brasil, Chile, Argentina e Grécia. E as suas consequências: milhões de personas encarceradas, torturadas e assassinadas; milhões de pessoas deslocadas das suas terras, convertidas em refugiados, vítimas de uma verdadeira conversão em escravos.

E sobretudo as mulheres, adolescentes e meninas submetidas a escravatura, violadas, obrigadas a exercer a prostituição. Haveria que recordar tudo isso a quem, nos Estados Unidos e na Europa, organizaram em 21 de Janeiro a Marcha das Mulheres para defender precisamente essa paridade de género conquistada em duras lutas e constantemente questionada por posições sexistas, como as que Trump expressa. Mas não é por essa razão que se aponta o dedo a Trump numa campanha sem precedente no processo de transmissão do poder na Casa Branca.

O facto é que, nesta ocasião, os perdedores se negam a reconhecer a legitimidade do presidente eleito e estão a implementar um impeachment preventivo. Donald Trump está a ser presentado como uma espécie de Manchurian Candidate que, infiltrado na Casa Branca, estaria sob o controlo de Putin, inimigo dos Estados Unidos. Os estrategas neoconservadores, artífices desta campanha, tratam desse modo de impedir uma mudança de rumo na relação dos Estados Unidos com a Rússia, que a administração Obama fez retroceder aos tempos da guerra fria.

Trump é um «trader» que, embora continue a assentar a política estado-unidense na força militar, tem intenção de abrir uma negociação com a Rússia, provavelmente para debilitar a aliança entre Moscovo e Pequim. 

Na Europa, os que temem que se produza uma diminuição da tensão com a Rússia são antes de mais os dirigentes da NATO, que ganharam importância graças à escalada militar da nova guerra fria, e os grupos que detêm o poder nos países do leste – principalmente na Ucrânia, na Polonia e nos países bálticos – que apostam na hostilidade anti-russa para obter maior apoio militar e económico de parte da NATO e da União Europeia.

Nesse contexto, não é possível deixar de mencionar, nas manifestações de 21 de Janeiro, as responsabilidades dos que transformaram a Europa na primeira línea de enfrentamento, inclusivamente nuclear, com a Rússia. Teríamos que sair à rua, certamente, mas não como súbditos estado-unidenses que rechaçam um presidente “mau” mas exigindo um “bom”, para nos libertarmos do que nos amarra aos Estados Unidos, país que – não importa quem seja o seu presidente – exerce a sua influência sobre a Europa através da NATO.

Teríamos que manifestar-nos, mas para sair dessa aliança belicista, para exigir a retirada do armamento nuclear que os Estados Unidos têm armazenado nos nossos países. Teríamos que manifestar-nos para ter o direito a opinar, como cidadãs e cidadãos, sobre as opções em matéria de política externa que, indissoluvelmente ligadas às opções económicas e políticas internas, determinam as nossas condições de vida e o nosso futuro.

Fonte: Il Manifesto, http://www.investigaction.net/es/el-presidente-bueno-y-el-presidente-malo/#sthash.rGRUnNBL.dpuf

(Com odiario.info)

Tecido da era espacial protege contra radiação de celulares e tablets

                                                                          
                                                                      Jochen Tack/Global Look Press

Lyaisan Yumaguzina e Sandra Tauk, especial para   a  Gazeta Russa

Militares das tropas de mísseis russas desenvolveram um tecido bipolar que protege as pessoas contra a radiação eletromagnética emitida por aparelhos eletrônicos. O material, antes usado para ocultar equipamento militar dos radares, é também capaz de fortalecer sistema imunológico, sugerem médicos.

Relação entre dispositivos eletrônicas e câncer ainda não foi comprovada, mas é alvo de vários estudos internacionais .

O novo tecido baseado em polímeros para blindagem capazes de esconder tecnologia militar de radares inimigos foi concebido para proteger as pessoas dos efeitos nocivos de dispositivos móveis, entre eles celulares e tablets. O material, chamado Screentex, funciona como uma cortina e absorve uma ampla gama de frequências.

“Trabalhamos com radiação eletromagnética na década de 1970. Estudamos como nos proteger desse efeito nocivo ao qual fomos submetidos durante o desenvolvimento da nave Soyuz, da espaçonave reutilizável Buran e de vários sistemas de satélites”, diz Aleksander Titomir, fundador da Screentex.

O tecido desenvolvido por cientistas e ex-militares russos, que já é comercializado nos EUA, Grécia e Leste Europeu, e tem aplicação na indústria de radiodifusão, em engenharia civil e na medicina, bem como outras áreas.

Celulares e câncer

Os efeitos de dispositivos móveis no corpo humano não foram completamente estudados, mas algumas pesquisas indicam que eles podem causar cansaço crônico, agitação e perda de memória ou atenção.

O uso incessante de telefones celulares ao longo de 10 anos pode dar origem a um tumor benigno no nervo auditivo, sugeriu o Instituto Karolinska, em Estocolmo.

“Quanto mais usamos dispositivos eletrônicos, mais rápido os recursos de defesa do corpo ficam esgotados”, afirma Oleg Grigoriev, biólogo e diretor do Centro de Segurança Eletromagnética. “Os sistemas nervoso, imunológico, endócrino e reprodutivo são mais sensíveis à radiação”, acrescenta.

Cura com limites

Depois de usar o material para tratar doenças do sistema nervoso, especialistas de várias clínicas de Moscou relataram a eficácia do Screentex.

“Alterações positivas foram observadas ao usar esse material para tratar o sistema endócrino, que afeta todas as outras funções corporais”, diz Victor Veniukov, chefe do setor médico da Clínica Insan-Med.

“Os pacientes tiveram seus indicadores hormonais equilibrados, os nós na glândula tireoide foram reduzidos, a hipertensão diminuiu, e o sono melhorou. Além disso, dores de cabeça e articulares foram eliminadas e, em geral, o sistema imunológico demonstrou fortalecimento”, continua Veniukov.

O material é seguro para os humanos, e não há de risco de intoxicação por overdose nem interfere com outros tipos de tratamento ou medicamentos.

A base do material consiste em um hidrocarboneto que, quando em contato, faz o corpo refletir sua própria radiação térmica. O processo ocorre em frequências nas quais a área afetada é restaurada. Isso explica, segundo Veniukov, por que um tecido danificado após uma operação, por exemplo, pode rapidamente se regenerar usando mantas bipolares.

“O material não é uma panaceia para doenças”, alerta Titomir. “E nem mesmo a mais forte proteção contra todas as radiações que esgotam o corpo não conseguem combater vírus ou infecções externas.”

A principal vantagem do material, segundo os responsáveis, é o fato de ser capaz de estimular os mecanismos do corpo para a autorregulação e restauração celular.

https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=5538067426554059193#editor/target=post;postID=1002284429986970366

(Com a Gazeta Russa)

Garçom entrega 300 mil pratos com técnica invulgar ao longo de 38 anos

                                                                     
       
Chen Changfa, um famoso garçom do município de Hejiang, na província de Sichuan, entregou ao longo de 38 anos mais de 300 mil pratos na sua cabeça, sem nunca deixar cair nenhum prato.

A arte tradicional, chamada “Dapen” em chinês, originária na dinastia Qing atravessou dez gerações, até Chen Changfa e seu aprendiz Yang Guangxiang.

Chen coloca uma bandeja de 2 metros de comprimento e 20 centímetros de largura na sua cabeça, com dez pratos, para servir os clientes.

(Com o Diário do Povo)

Trump e a imprensa

Vasco Gargalo/Divulgação

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

"Não é meu presidente", disseram milhares de estadunidenses durante manifestações

                                                          
Milhares de pessoas gritaram nas principais cidades estadunidenses ''Não é meu presidente'' durante mobilizações contra as políticas do presidente republicano Donald Trump.

Os protestos tiveram lugar no Dia dos Presidentes, que se celebra na terceira segunda-feira de fevereiro em homenagem a George Washington,dia que marcou também o primeiro mês de Trump à frente da Casa Branca.

Em Nova York, Los Angeles, Chicago, Filadelfia, Atlanta, Anaheim, San Francisco e outras cidades, os manifestantes portaram cartazes e gritaram consignas em rejeição às posturas discriminatórias do magnata imobiliário, que derrotou de maneira categórica a democrata Hillary Clinton nas eleições de novembro.

Além de 'Não é meu presidente', representantes de diversos setores da sociedade estadounidenses corearon 'Trump tem que sair', 'Falso Presidente' e outras consígnas.

Entre os temas dominantes das mobilizações esteve a condenação a medidas contra os migrantes impulsionadas pelo presidente, como o decreto para evitar a entrada de muçulmanos procedentes de sete países do Meio Oriente, a construção de um muro na fronteira com México e as blitzs para capturar e deportar ilegais.

As manifestações em grandes cidades da União fecharam um mês muito complicado para o 45 presidente norte-americano, que no entanto assegura que sua administração avança sem problemas.

Isso enquanto ocorrem quedas em seu círculo próximo, como a do assessor de Segurança Nacional Michael Flynn, constantes choques com a imprensa, declarações desmentidas com facilidade, erros em suas mensagens em Twitter e acusações de ser um presidente vulnerável ante potências estrangeiras, sobretudo Rússia, conformam um complexo palco inicial para o multimilionário.

(Com Prensa Latina)

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