sábado, 23 de setembro de 2017

A DW aborda o Rock in Rio

Santa Tereza está aguardando com muito interesse


(Com Luiz Góes)

Os palhaços russos adicionam a voz ao coro de raiva global no filme 'It' ("A Coisa")

                                                                        
Apesar das chamadas na Rússia para proibir a nova adaptação do "It" de Stephen King, o filme leva à venda de ingressos no cinema e os psiquiatras dizem não se preocupar. O filme "It" lidera na bilheteria russa, e, desde de 19 de setembro, quase duas semanas após o lançamento, mais de 1,5 milhão de russos o viram, gerando vendas de ingressos no valor de 417,4 bilhões de rublos (US $ 7,3 bilhões), de acordo com o site , kinobusiness.com .

A nova adaptação de tela da novela de horror Stephen King de 1986, que apresenta um palhaço assassino, enfureceu a comunidade internacional de palhaços e os palhaços russos também expressam sua raiva. Alguns protestaram contra o lançamento do filme na Rússia, argumentando que desacredita sua profissão.

No dia da abertura nos cinemas russos, os palhaços de São Petersburgo protestaram fora da assembléia legislativa da cidade e emitiram uma declaração pedindo às autoridades que banissem o filme e encorajaram o público a apoiá-los.

"Nós, palhaços com 30 anos de experiência, acreditamos que tais filmes" artísticos "desacreditar nossa profissão e ferir os sentimentos de todos os palhaços em nosso país ... não vimos o filme, mas ainda achamos que esse retrato distorce o positivo imagem de um palhaço como um personagem amável, inteligente e honesto ", escreveram .

Além disso, um legislador na região russa de Sverdlovsk, Anatoly Marchevsky, um antigo palhaço, também argumentou que o filme deveria ser banido. "Não se deve invadir algo que esteja associado com alegria, feriado e uma alma gentil", disse ele .

Enquanto alguns apoiam a idéia, outros se burlaram dessa abordagem. O cineasta russo Alexei Fedorchenko, por exemplo, disse que poderíamos aplicar a mesma lógica a filmes como "Saw" ou "Texas Chainsaw Massacre", e acusá-los de desacreditar lenhadores - o que seria absurdo.
                                                                         
"Se algum assunto retratado em um filme como fonte de perigo leva ao pânico, então teríamos uma grande variedade de fobias entre o público, porque nos filmes qualquer coisa pode ser retratada dessa maneira - aviões, maníacos, mortos, etc. "Andrei Kamenyukin, psiquiatra clínico e diretor da Clínica para Depressão e Fobias, disse à RT. "Um filme por si só não causará medo - para isso, é preciso uma certa tendência para as fobias que causam esse desenvolvimento".

Stephen King, respondendo a muitas preocupações sobre sua história, não se desculpou por escolher um palhaço como um personagem maligno em seu livro. "As crianças sempre tiveram medo de palhaços", escreveu ele no Twitter. "Não mate os mensageiros para a mensagem".

(Com Rússia Beyond BR)

Anita Leocádia Prestes na UFSC: ‘Resistir sempre é possível’

                                                                                   Henrique Almeida/Agecom/UFSC


Daniela Caniçali (*)

A possibilidade de resistência e a importância da organização e mobilização popular foram alguns dos temas abordados na palestra de Anita Leocádia Prestes, filha de Luís Carlos Prestes e Olga Benário Prestes, na última na terça-feira, 19 de setembro. A historiadora esteve na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para o lançamento de seu novo livro, “Olga Benário: Uma Comunista nas Mãos da Gestapo”, publicado pela Editora Boitempo. Em um auditório cheio, Anita explicou os motivos e contexto de produção da obra, relembrou as atrocidades cometidas durante o nazismo na Alemanha, e discorreu também sobre o momento político atual.

Para Anita, um dos principais ensinamentos que a vida de Olga deixou para as gerações que a sucederam foi sua capacidade de resistência. “Resistir sempre é possível. Até em campo de concentração ela resistia. Era tudo proibido, mas ela e as outras prisioneiras se reuniam clandestinamente, organizavam círculos de estudos, discutiam o panorama da guerra, estudavam línguas, faziam ginástica. Elas tinham uma disciplina interna muito rígida, que incluía uma série de medidas para que conseguissem sobreviver e resistir. Isso foi muito importante.”

A personalidade firme, combativa e organizadora de Olga, em um dos piores momentos políticos da história, foram ressaltados por Anita, que fez uma relação com os dias de hoje: “As experiências fascistas surgiram na Europa em uma época de grande crise do capitalismo. E isso está se repetindo. O perigo fascista não está excluído.

É importante que as novas gerações, os jovens, estejam atentos para essas questões. O exemplo da resistência de Olga – e não só dela, mas também dos comunistas, anti-fascistas, democratas e todos os outros que resistiram naquela época – mostra que é possível se organizar mesmo nas condições mais adversas. Um regime como o nazista não se detinha diante de nada para realizar as maiores barbaridades.”  

A convicção na causa é, segundo Anita, fundamental para essa resistência. “Meu pai, Luiz Carlos Prestes, sempre dizia que tanto ele como Olga conseguiram resistir porque tinham convicção da justeza da causa pela qual lutavam, que era a causa do socialismo e do comunismo. Se não tivessem essa convicção, não conseguiriam passar por tudo que passaram. Isso também é um exemplo para nós: a importância de se ter convicção na luta que se trava. A luta pela transformação social é muito difícil. Só com muita convicção é que realmente conseguimos seguir adiante.”

Organização popular

Anita criticou a falta de organização e mobilização popular nas lutas contemporâneas. “Lamentavelmente nós, povo brasileiro, estamos muito desorganizados. Vivemos um momento de retrocesso político muito grande. E esse não é um fenômeno só brasileiro, mas sim um fenômeno mundial. Passamos por um período de avanço das forças reacionárias, retrógradas e fascistas. A crise do capitalismo é grave e não se trata apenas de uma crise cíclica, é uma crise do sistema. E isso leva a burguesia a recorrer a medidas autoritárias e à repressão de setores populares, que evidentemente lutam e se revoltam contra a situação. Mas falta organização popular.”

A historiadora afirmou que as lideranças de esquerda no Brasil hoje não dão a devida importância à necessidade dessa organização, mobilização e conscientização popular: “Eu não vejo essa preocupação por parte das chamadas esquerdas existentes hoje. Esse é um trabalho difícil, penoso, feito a longo prazo. Mas se a gente não começa, nunca vai ter resultado. 

É preciso organizar os diferentes setores populares em torno das suas reivindicações. Ninguém se organiza para lutar pelo socialismo ou pela revolução, as pessoas se mobilizam para lutar por suas reivindicações. E o que não falta hoje é reivindicação. Os problemas estão aí. 

Quem está realmente interessado em fazer as lutas populares avançarem no Brasil deve trabalhar nessa direção: tentar organizar os setores populares. Nesse processo, as pessoas vão ganhar experiência, vão sentir a necessidade de estarem mobilizadas e serão conscientizadas de que os problemas colocados pelo capitalismo não têm solução definitiva dentro do capitalismo. A única solução é o socialismo.”

As manifestações de 2013 mostram, segundo ela, que sem organização não há conquistas. “Massa desorganizada na rua não dá resultado. Acho que um dos motivos para a desmobilização existente hoje foi a forma como se deram aquelas grandes manifestações de 2013. A maioria dos brasileiros estavam extremamente insatisfeitos e foram para a rua protestar. Mas estavam desorganizados. Voltaram todos para casa e qual foi o resultado daquilo? De lá pra cá a gente só viu a situação piorar, se agravar. Por isso eu digo: povo desorganizado não resolve. Infelizmente a mobilização popular no Brasil hoje é muito débil.”

Anita também apontou as recentes perdas de conquistas históricas dos trabalhadores. “O povo brasileiro está enfrentando um momento muito difícil, fruto desse golpe jurídico-parlamentar ocorrido ano passado. O Temer, que podemos considerar um usurpador do poder, se instalou lá e não quer sair de jeito nenhum. 

Isso foi um golpe e cada vez está mais claro que o objetivo é o de liquidar com todas as conquistas de direitos dos trabalhadores do Brasil, como a CLT e a previdência. Todas as conquistas, que foram fruto de anos de lutas do povo brasileiro, estão sendo liquidadas. A Petrobras, que também foi uma grande conquista, está sendo retalhada. O país está sendo vendido aos pedaços para o capital estrangeiro. É uma política profundamente anti-nacional, anti-popular”, afirmou, reiterando a necessidade de se organizar para combater todos esses problemas.


(*) Daniela Caniçali  é jornalista da Agecom/UFSC

Novo curso do Núcleo Piratininga de Comunicação


A luta de classes e a difícil questão das nacionalidades na Espanha

                                                                                
Um plebiscito a ser realizado no dia primeiro de outubro próximo poderá decidir a criação de mais um estado nacional na Europa: nesse dia, a população da Catalunha votará pela separação – ou não – de sua região do Estado espanhol. Outras regiões da Espanha, como o país basco, poderão seguir o mesmo caminho, no curto prazo.

A disputa pela independência reflete a herança do processo de construção burguesa da identidade nacional, em que, especialmente ao final de sua fase colonialista em 1898, foi incapaz de se desenvolver como um país que reconhecesse a realidade de seu caráter plurinacional, deixando de promover a convivência necessária entre as diferentes culturas e povos, com suas línguas e costumes específicos. Pelo contrário, o Estado Espanhol se desenvolveu como uma camisa de força para os povos oprimidos sob a ditadura do capital.

Os orgulhos nacionais permaneceram e foram exaltados, provocando conflitos e lutas das regiões contra o poder central. Mariano Rajoy, atual governante espanhol, representa a continuidade do projeto político da velha Espanha, que fracassou na intenção de unificar os distintos povos e nações. Sempre ignorando os direitos das populações, a política oficial se deu historicamente e continua se dando por meio da utilização dos aparatos do Estado e da intervenção repressiva das tropas policiais.

O processo que se verifica na Catalunha, sob a iniciativa de um amplo setor de sua burguesia, tem por objetivo a melhor colocação desta classe social na cadeia imperialista. A burguesia local tem interesse em se relacionar diretamente com outros países. Trata-se, portanto, de um confronto aberto entre a burguesia catalã e a oligarquia espanhola e não de um processo de liberação nacional de base popular, apesar de se utilizar dos sentimentos nacionais historicamente arraigados no povo, para obter legitimação junto às massas.

Marx falava na escala de tempo de séculos para a materialização de mudanças culturais de fundo. Cabe aos comunistas e a todos os que lutam por igualdade social saber levar em conta essa questão, como uma mediação importante, mantendo sempre a orientação de que o principal conflito a ser enfrentado é a luta de classes, entre o Trabalho e o Capital.

https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=5538067426554059193#editor/target=post;postID=2378975599946659474

(Com o site do PCB)

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

10 coisas loucas que só são possíveis na Rússia


                                                     
É o maior país do mundo. Tem 147 milhões de pessoas, Praça 
Vermelha, Lênin e Lago Baikal. Ele enviou o primeiro homem para o espaço, tem uma enorme quantidade de petróleo bruto e Vladimir Putin. É o que a maioria do mundo pensa quando pensa sobre a Rússia. Mas há muitas coisas mais incríveis que você descobrirá se você visitar.

1. Os russos bebem suco de árvore

Legion Media

Está certo. Suco de árvore. Além disso, desde uma idade muito jovem. A seiva de abóbora é uma das bebidas russas tradicionais mais populares, de modo que os russos sabem bem o sabor dos bétulas. Eles vieram pela primeira vez com a ideia de voltar na antiga Rússia, quando a seiva de vidoeiro, bem como kvas (uma bebida feita de pão fermentado e malte), foi usada como matéria-prima para fazer vinho.

Se um russo diz que o suco é espremido dos troncos de bétula, não acredite - eles estão apenas puxando sua perna. Para obter o suco, você deve ir a uma floresta entre março, quando a neve está derretendo e no final de abril. Faça um pequeno orifício no tronco da árvore com cerca de dois centímetros de profundidade, insira uma palha e depois coloque uma jarra debaixo dela. Geralmente, uma árvore de bétula produz entre dois e três litros de seiva por dia.

Mas não é estranho beber suco de árvore? Possivelmente. Mas isso não prejudica a árvore - o principal é ligar ou selar o buraco quando terminar - e consumir isso é bom para você. A seiva de abóbora tem variedade de propriedades saudáveis. É considerado benéfico para o coração e os vasos sanguíneos, proporciona alívio do edema e combate infecções e cáries entre outras coisas.

2. Os russos vivem na escuridão por até seis meses a ano

Você imagina uma noite que dura seis semanas ou mesmo seis meses? Essa é uma realidade para centenas de milhares de pessoas na Rússia. Nas cidades acima do Círculo Ártico, a noite polar, como o dia polar, pode durar um tempo incrivelmente longo.

Cerca de 178.000 pessoas moram em Norilsk [2.881 km de Moscou], que é uma das cidades mais frias do norte do mundo. Aqui, as temperaturas sub-zero duram até 280 dias por ano e o verão no sentido convencional não existir. Os preços dos alimentos são altos porque a entrega de qualquer coisa da Rússia central leva muito tempo e é dispendioso e, como os produtos alimentares aqui têm uma longa vida útil, eles são virtualmente insípidos.

Estas são condições desumanas, você pode dizer. Mas temperaturas extremamente baixas não têm algo de que ter medo. Muitas pessoas gostam do longo inverno e temperaturas de menos 30 graus Celsius porque há mais diversão a ser realizada no inverno do que em um "verão" que quase não existe de qualquer maneira. Em vez disso, durante o inverno as pessoas aproveitam as luzes do norte, fazem esportes de inverno e mesmo assim - é verdade - fazem festas na praia no inverno.

3. Eles têm 118 dias por ano de trabalhos

Apesar de, durante o longo inverno, os russos não ficam deprimidos e não bebem litros de vodka todos os dias. Eles gostam de se divertir. Muita diversão. E você sabe quantos dias de folga do trabalho eles têm que fazer isso? Um total de 118 dias por ano! Ninguém mais no mundo tem tantos feriados. E isso não é mesmo contar licença anual.

Para nós, é difícil explicar aos estrangeiros o significado das férias de nove dias durante o período de Ano Novo e por que os russos celebram o novo ano uma vez em 31 de dezembro, de acordo com o calendário gregoriano e, novamente, em 13 de janeiro, com base no calendário juliano e chamou o Ano Novo Velho. Ou porque alguns russos celebram o ano novo 11 vezes - em algumas zonas país. Apenas por diversão. É por isso.

Em Ulyanovsk, o governador até fez um novo feriado denominado Dia da Concepção (12 de setembro) e a taxa de natalidade lá em junho dobrou!

4. Eles jogam maluco russo golfe

O que fazer se a temporada de golfe na Rússia dura apenas cinco meses, mas o jogo é popular? Claramente, a resposta é jogar em todas as estações e todo o tempo. Na Rússia, eles jogam golfe na neve, e há uma versão ainda mais exótica do jogo chamado helicóptero de golfe.

As competições Heli-golf são realizadas todos os anos. O piloto, o navegador e o jogador tenta navegar uma bola enorme através de um curso de obstáculos o mais rápido possível de um helicóptero. Acontece que não é tão rápido e é bastante bizarro de assistir. Mas as pessoas aqui acreditam que um longo inverno não é motivo para deixar seus clubes.

5. Eles parabenizam-se ao sair do banho ou sauna

Vocês geralmente não esperam ser parabenizados quando saem do  banho, certo? Mais uma vez, isso só é possível na Rússia. "Espero que você tenha gostado do seu vapor", dizem os russos, felicitando literalmente alguém por ter uma boa lavagem.

Isto é o que as pessoas nos velhos tempos que apenas banhavam em casas de banho costumavam dizer. No passado, poderia ser envenenado pelo monóxido de carbono na casa do banho, então os parabéns faziam sentido. Hoje em dia as pessoas dizem isso por hábito, embora com sinceridade.

                                                                       


6. Eles acreditam que o tamanho importa

"Maior é melhor." Os russos são maníacos sobre tudo ser gigantesco. Na Rússia você encontrará o prédio mais alto da Europa, o maior centro comercial da Europa, o maior submarino do mundo, a maior linha de caminho-de-ferro da Europa, a maior loja de crianças da Europa, um enorme balalaika de contrabaixo e, até recentemente, a ponte de cabos mais alta e mais longa do mundo.

Eles até construíram o maior spinner de fidget do mundo e realmente conseguiram fazê-lo girar! Ao visitar amigos russos, prepare-se para uma mesa rangendo com comida e bebida, e se é um churrasco estar pronto para se sentar ao redor por um período interminável de comer shashlik (em grandes espetinhos) e ser assaltado por mosquitos (possivelmente enormes).

7. Eles compartilham suas casas com ursos

O estereótipo mais popular sobre os russos realmente tem alguma justificativa. Embora nem todo russo mantenha um urso em seu apartamento, isso acontece. As autoridades há muito tentaram proibir manter os ursos como animais domésticos, mas a prática permanece perfeitamente legal.

Seus donos se encolherão os ombros com naturalidade e assegurá-lo que o urso é amigável e nunca o magoará. Você acreditaria neles? Se você ver um urso sendo levado para uma caminhada na rua, nossos dois centavos é não chegar muito perto.

8. Eles ainda viajam em trolebuses

Cruzar entre um ônibus e um eléctrico continua a ser muito popular na Rússia. Seus pólos de carrinho, que se sobressaem como chifres de animais, tornam o trolleybus pesado e difícil de manobrar. Muitos países europeus e pós-socialistas abandonaram essa maravilha tecnológica, mas não a Rússia, onde a eletricidade barata assegurou que este modo de transporte continua. Agora, você pode acessar a internet em um trolleybus, já que muitos já estão instalados no wi-fi.
                                               
                                                                     

9. Eles comem sopa todos os dias


O russo médio não pode sobreviver sem sopa. Portanto, não se surpreenda se você for convidado para a casa de alguém para encontrar um pote gigante esperando por você. Provavelmente será preenchido com borsch (que se assemelha a uma salada cozida servida emcaldo).

Sopas são costumeiras emhora do almoço,e é o melhor de tudo como o primeiro curso. Mas também é comum que o almoço consista apenas em sopas. É servido com pão ou salo (gordura de porco curada) ... Sim, os russos saboreiam a sopa.

10. Há pessoas na Rússia que comem chifres e brincam com bicos de aves

A Rússia é o país mais multiétnico do mundo com mais de 200 grupos étnicos diferentes. Hoje, cerca de 42 mil habitantes do país são povos nativos. Por exemplo, os Nenets, dos quais existem cerca de 30.000, vivem na tundra do Extremo Norte.

Eles criam tendas de pele de rena, comem os chifres de renas jovens, brincam com bicos de aves como crianças e lideram uma existência nômade. Além disso, os filhos dos Nenets são levados para a escola por helicóptero.

(Com Rússia Beyond BR)


DW e as eleições na Alemanha



62 defensores de direitos humanos foram mortos neste ano

                                                                         

Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

Levantamento preliminar do Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos indicou que neste ano ao menos 62 defensores de direitos humanos foram assassinados. No ano passado, 66 pessoas foram mortas enquanto atuavam na promoção e proteção dos direitos básicos individuais ou coletivos. A entidade reúne organizações não governamentais, movimentos sociais e lideranças comunitárias.

O dossiê foi divulgado hoje (22) em uma carta aberta em que o comitê chama a atenção para situações de risco em diversas partes do país. “Para evitar que novas mortes e massacres ocorram, o comitê e os movimentos e organizações sociais que o compõe denunciam as situações de injustiças e se colocam como aliados na mediação de conflitos, exigindo que autoridade públicas adotem, urgentemente, medidas efetivas para suas resoluções”, diz o texto.

Chacina e ameaças

Entre os 15 casos de ameaça iminente apresentados no documento está a comunidade quilombola de Iúna, em Lençóis (BA). No último dia 6 de agosto, seis homens que viviam na área foram mortos em uma chacina.

O episódio ocorreu após outro assassinato em junho e diversas tentativas de intimidação. Após o ocorrido, 30 das 42 famílias que residiam na comunidade deixaram o território. Segundo o relatório, as mortes estão relacionadas ao processo de regularização fundiária da terra quilombola.

Em Manaus (AM), a carta traz a situação da União Nacional por Moradia Popular, que teve uma das lideranças, Cristiane Teles, ameaçada por homens armados em 17 de agosto. “Por volta das 10 horas da manhã, homens fortemente armados compareceram ao conjunto habitacional, batendo nas portas dos moradores e levantando suas camisas, mostrando as armas, dizendo que a partir daquela data iriam controlar o Loteamento Orquídeas”, diz o texto.

Situação

“É uma pequena amostra de um quadro muito maior que a gente vive”, ressaltou uma das participantes do comitê, Alice De Marchi. “Isso é uma tentativa de resposta para que as autoridades respondam à altura desse massacre que está acontecendo no Brasil em relação a comunidades inteiras, grupos e lidenraças, que têm sido atacadas por defender direitos humanos”, afirmou, sobre o documento divulgado hoje.

Lindomar Padilha, que também faz parte do comitê, destacou que a proposta, no momento, não é fazer o levantamento exaustivo de todos os crimes praticados, mas cobrar uma postura mais atuante das autoridades.

“A ideia fundamental não é relatar os casos ocorridos, é pedir medidas para que novos casos não venham a acontecer, ou seja, que cessem as violências, esses ataques e, principalmente, os assassinatos. A ideia fundamental do comitê é essa”, enfatizou.

Porém, a partir do quadro apresentado, o representante do comitê  acredita que é possível perceber que o problema tem grandes dimensões.

“Os casos são apenas uma amostra do que ocorre. Isso causa espanto, porque os casos vão desde a área urbana até os confins da floresta amazônica, ou seja, estamos falando de violações generalizadas no Brasil. Não é uma coisa casual, é um processo sistemático de violação de direitos”.

(Com a Agência Brasil)

Em Debate o filme "Olga", com participação de Anita Prestes (No Sindicato dos Professores de Rio das Ostras)

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

CIDH e ACNUDH expressam preocupação sobre denúncias de massacre contra indígenas em isolamento voluntário e contato inicial na Amazônia brasileira

                                                                                                                   Funai
 
Onde teria acontecido o massacre

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e o Escritório Regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) expressam sua preocupação com a informação recebida sobre um possível massacre de indígenas em isolamento voluntário conhecidos como “flecheiros”, perto do alto curso do rio Jandiatuba, no território indígena Vale do Javari, localizado no extremo oeste do estado do Amazonas. 

A informação amplamente difundida em meios de comunicação indicaria que cerca de 10 pessoas indígenas em isolamento, incluindo mulheres e crianças, foram assassinadas. O Ministério Público Federal (MPF) confirmou publicamente que está investigando denúncias sobre mortes de indígenas em isolamento no território indígena Vale do Javari. 

A Comissão e o ACNUDH observam com preocupação que a região enfrenta atualmente uma situação caracterizada pelo aumento das incursões e de atos de violência contra as comunidades indígenas  em isolamento voluntário e contato inicial na região do Vale do Javari.

Segundo a informação recebida pelas instituições, o suposto massacre seria uma das numerosas denúncias de parte das comunidades indígenas em relação a incursões e ataques contra povos indígenas em isolamento voluntário e contato inicial na área, perpetrados por garimpeiros, produtores e extrativistas de madeira ilegais. 

Ambas instituições receberam também informação sobre o possível massacre de integrantes da comunidade indígena em contato inicial Warikama Djapar. Ao mesmo tempo, a CIDH e o ACNUDH receberam informação indicando que a suspensão há alguns anos das atividades da “Base de Proteção Etnoambiental (BPE)” da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), localizada no rio Jandiatuba, a qual oferecia salvaguarda aos povos indígenas isolados na Amazônia, havia deixado as comunidades em isolamento voluntário e contato inicial em uma situação de desamparo frente a terceiros.

A Comissão e o ACNUDH recordam que os Estados têm uma obrigação especial de proteção e respeito com relação aos direitos das comunidades em isolamento voluntário e contato inicial por sua situação única de vulnerabilidade. Esta obrigação foi consagrada diretamente no artigo 26 da Declaração Americana sobre os Direitos dos Povos Indigenas, e também foi refletida na Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem, na Convenção Americana sobre os Direitos Humanos, na Convenção 169 da OIT sobre povos indígenas e tribais em países independentes, na Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, assim como nas Diretrizes de Proteção dos Povos Indígenas em Isolamento Voluntário e em Contato Inicial da Região Amazônica, do Gran Chaco e da Região Oriental do Paraguai. 

Os Estados se comprometeram a garantir o direito dos povos indígenas isolados e em contato inicial a permanecer nesta condição e a viver livremente e de acordo com suas culturas. A Comissão e o ACNUDH também observam que a região do Vale do Javari conta com a maior presença de povos indígenas em isolamento no mundo, o qual exige esforços diligentes do Estado brasileiro para adotar políticas e medidas apropriadas para reconhecer, respeitar e proteger as terras, os territórios, o meio ambiente e as culturas destes povos, bem como sua vida e integridade individual e coletiva.

Neste sentido, a CIDH e o ACNUDH celebram a decisão do Ministério Público Federal (MPF) no Estado do Amazonas e da Polícia Federal (PF) de realizar uma investigação em conjunto com a Polícia Federal sobre as ações das quais teriam sido vitimas os “flecheiros”. O governo brasileiro informou que as investigações pelo MPF e PF estão ocorrendo a pedido da FUNAI, e que os garimpeiros que foram vistos falando do suposto ataque foram presos e conduzidos a prestar depoimento, cumprindo mandado de busca e apreensão. 

O governo também informou que realizou operação de combate ao garimpo ilegal na região. Nestes termos, a CIDH e o ACNUDH urgem o Estado brasileiro a apresentar os resultados de tais investigações sobre todas as ações de violência e alegadas incursões com a devida diligência, de uma maneira adequada e culturalmente apropriada, bem como julgar e sancionar os possíveis responsáveis de forma ágil e efetiva.

Grupo de Estudos de Anarquismo se reúne no Instituto Helena Greco


China celebra 90º aniversário do Exército de Libertação Popular

                                                                  

Uma grande reunião em celebração do 90º aniversário da fundação do Exército de Libertação Popular (ELP) foi realizada no Grande Palácio do Povo em Beijing, capital da China, em 1º de agosto de 2017. (Xinhua/Liu Weibing) 

Angela Merkel rejeita solução militar para a Península Coreana


Festival Pátria Grande em Havana

                                                                            

A quarta edição do Festival Pátria Grande reunirá em Havana bandas e solistas do México, El Salvador, Colômbia, Argentina e Cuba.Será de 22 de setembro a 5 de outubro.

(Com Juventud Rebelde)

Aprender russo é difícil


                                                                   Fátima de Oliveira

Estudantes e professores comentam principais desafios do idioma. Língua é considerada uma das mais bonitas, mas também das mais complicadas pelo estrangeiro.

A primeira coisa que a tradutora japonesa Mayu Okamoto disse quando se deparou pela primeira vez com o russo, segundo a própria, foi: “Essa língua tem muitos caracteres diferentes”. Mesmo alunos estrangeiros familiarizados com o alfabeto latino (como é o caso da maioria dos asiáticos) percebem que o russo é uma língua diferente.

A professora particular de russo Natália Blinóva afirma que os estudantes estrangeiros ficam nervosos e inquietos quando descobrem que o idioma tem 33 letras - e ainda mais sons.

Além disso, por vezes as letras têm uma pronúncia diferente da escrita, como o “o” que vira “a” quando não está na sílaba tônica. A poalavra “xорошо́” [horoshô], por exemplo, que significa “bom”, é pronunciada [harashô]  na maior parte do território russo).

10 vogais para ampliar os horizontes

Há também sons que existem apenas no russo, e pronunciar a vogal “Ы” é um baita desafio.

Sobre essa, um estudante que tem o inglês como língua nativa comenta em um fórum de discussão na internet: “Um amigo meu russo sugeriu que eu usasse a palavra ‘table’ como exemplo, isolando o som entre o ‘b’ e o ‘l’ para obter o ‘Ы’. Mas isso simplesmente não está funcionando comigo”.

Uma vez que o estrangeiro consiga dar um jeito nesse problema, surgem outros desafios, como a diferença nos sons das consoantes  “Ш” e “Щ”, por exemplo. Blinóva afirma que seus alunos só distinguem essas letras por escrito, pelo rabinho no “Щ” mesmo.

Alunos estrangeiros também acham a acentuação russa desafiadora: ela pode não apenas cair em qualquer sílaba de uma palavra, de forma aparentemente arbitrária (diferente do francês, por exemplo), como também muda de acordo com sua declinação ou número.

“Os acentos russos são imprevisíveis. É quase impossível entender por que, ao dizermos ‘mesa’, falamos ‘сто́л’ [‘stôl’] mas, no plural, ‘столы́' [‘stalí’]; enquanto telefone, que é 'телефóн’ [telefon] mantém a tônica no ‘o’ e fica, no plural, ‘телефóны' [telefôni]”, diz a professora de língua russa da Universidade Estatal de Moscou, Ana Soloviôva.

Seis casos

Quando o estudante estrangeiro passa a dominar a fonética russa e a pronunciar as palavras corretamente, um novo desafio aparece: a gramática.

“A parte mais difícil para mim foi memorizar os seis casos de declinação do russo”, diz o estudante alemão Simon Schirrmacher.

Simon morou na Rússia por um ano para se sentir minimamente confortável com os chamados ‘casos’. A gramática alemã, porém, também tem “casos” de declinação. Ou seja, enquanto em algumas línguas as palavras sofrem alterações (declinações) para concordar apenas em gênero ou número, o idioma russo tem também “casos” (“acusativo”, “nominativo”, “genitivo”, “possessivo” etc.) que indicam a função gramatical que desempenham em uma frase um nome, um adjetivo, um numeral etc.


Os nomes mais populares na Rússia

As declinações russas são particularmente difíceis para aqueles estudantes que, em suas línguas nativas, não têm nenhuma, ou naquelas em que as declinações não afetam a estrutura da palavra.

“Eu simplesmente não podia acreditar que precisava mudar o final das palavras em cada frase! Um horror!”, conta, rindo, Okamoto. “E, depois, há ainda as conjugações verbais. Ou seja, a cada linha que você fala precisa pensar, mudar todas as palavras, suas formas.”

Verbos difíceis

Um traço particular do russo que é difícil para os alunos estrangeiros entenderem são os verbos perfeitos e imperfeitos.

“Tenho muita esperança de que, em algum ponto, eu entenda esse assunto”, diz Schirrmacher sem muita esperança na voz.

Okamoto também descreve sua experiência com os verbos. “Lembro de ler um livro ilustrado repetidamente tentando compreender a diferença entre  “пришёл” [prishôl] e “приходи́л” [prihadíl]. Qual era o significado disso? Onde estava esse homem? Ele saiu ou ele ficou? Foi terrível!”

Os verbos de movimento são um desafio à parte e abundam no russo. “Um verbo simples em italiano como ‘andare’ [andar] tem os equivalentes em russo  'ходи́ть', 'идти́', 'пойти́', 'е́хать', 'пое́хать', and 'е́здить'”, conta Blinóva.

Soloviôva menciona seu favorito, o verbo “ката́ться”, que pode ser traduzido como “andar em um veículo ou plataforma usado para recreação ao invés de para o transporte”, e que ainda é usado para “patinar”, “se movimentar em um balanço” ou ainda “rodar de carro sem destino certo”, dependendo do complemento.

Para dificultar ainda mais a vida dos estudantes estrangeiros, existem prefixos que podem ser usados com todos esses verbos, alterando totalmente seu significado. 

O lado bom

Em alguns pontos, porém, o russo é mais fácil de se aprender que outros idiomas. Entre esses pontos positivos estão a ausência de artigos e um número relativamente pequeno de tempos, se comparado com outros idiomas europeus (apenas três em russo). 

Para Soloviôva, o russo não é mais difícil de se aprender que o inglês, por exemplo. É preciso apenas se acostumar com ele.

“Se um estrangeiro começar a estudar o russo ainda criança, ele não irá considerá-lo difícil” , diz.

Blinóva argumenta que existem línguas mais complicadas, como o chinês mandarim ou o árabe. 

“Na Rússia, a maioria das regras gramaticais mais terríveis acabam no nível A2. Uma vez que você alcançou isso, ganha a liberdade para praticar e pode aproveitar completamente o grande e belo idioma russo”, explica Blinóva.

(Com Rússia  Beyond Br)